O que significa a Era de Aquário?



O céu estrelado sobre nossas cabeças sempre impressionou a Humanidade ao longo de sua caminhada histórica. É perceptível o esforço, em todas as culturas conhecidas, para associar o comportamento dos astros ao desenvolvimento da Vida Humana.



Na tentativa de mapear e sistematizar esse fenômeno que vemos a olho nu, as tradições começaram a desenvolver uma faixa imaginária de constelações, associá-las a animais e a fenômenos da natureza, nomeá-las e compará-las com momentos específicos da história Humana e da Vida Humana. É assim que nasce o Zodíaco com suas constelações de Áries, Touro, Gêmeos, etc.


Depois da criação dessa faixa imaginária, as tradições começaram a identificar aspectos cíclicos e temporais. Por exemplo, perceberam que o Sol aparece em uma determinada constelação por uma quantidade específica de dias, depois passa para outra constelação e por outro período de tempo. Assim, tomando como referência fixa a Terra, observaram que o Sol passa 25 dias na constelação de Áries, 37 dias em Touro, 31 dias em Gêmeos, e assim sucessivamente ao longo das 12 constelações, perfazendo uma trajetória de um ano. Quando o Sol nascer em frente à constelação de Aquário, no equinócio de outono para o hemisfério sul, e equinócio de primavera para o hemisfério norte, tecnicamente se iniciará a Era de Aquário. Esse comportamento, denominado Era Astrológica, ocorrerá ao longo de mais de dois mil anos, depois desse tempo, o Sol passará a nascer em frente a outra constelação nos equinócios, iniciando uma nova Era.



Se você achou a explicação um pouco confusa, ou se já ouviu outra versão para essa explicação, não tem problema. O que mais importa nesta reflexão é entender o impulso que nos move a olhar para o céu, detectar os ciclos de movimento do Sol e associá-lo com os nossos ciclos pessoais, percebendo a carga de sentido que há nessa associação.


Vivemos tempos de muita desconexão com a Natureza, a Revolução Industrial, o surgimento da internet e outros grandes saltos históricos, nos deram a falsa impressão de que somos algo à parte do mundo animal, vegetal, etc. Mas isso é falso. O fato é que temos em nossa constituição física o mesmo material que forma as montanhas, 70% do nosso corpo é constituído de água, não somos um ser à parte, carregamos em nós todos os aspectos e essências presentes nos minérios, no mundo animal, nas florestas e nos astros. A luz solar em contato com o nosso corpo gera interações inimagináveis, desde a produção de vitamina “D” até o desenvolvimento de câncer de pele, a depender do grau de intensidade, ou seja, não estamos essencialmente desconectados, como um autômato, essa desconexão é apenas de consciência.


As tradições antigas, diferente do que temos hoje, tinham consciência dessa continuidade entre nós e a Natureza, entre nós e os astros e estavam tão convictos disso que começaram a traduzir isso na linguagem Humana. Assim, o Sol nasce por dois mil anos na mesma data em frente a uma determinada constelação e depois desse ciclo de dois mil anos muda para outra, então isso não pode ser aleatório, esse ciclo existe e se somos parte desse sistema, esse ciclo tem a ver conosco e nos afeta em nossa construção histórica de algum modo. É assim que nasce culturalmente a ideia de eras astrológicas.



Curiosamente, quando olhamos para a trajetória histórica da Humanidade identificamos ciclos também. Inevitavelmente, a história é cíclica. O mais cético dos homens, se olhar com sinceridade para a história, perceberá que assim como temos dia e noite, há fases na história que são parecidas com a noite e há fases que são parecidas com o dia. Por exemplo, se você for à cidade de Nazca no Peru hoje, se surpreenderá com a pobreza dos moradores da região, mas se atentar para os achados arqueológicos daquele lugar, de logo, concluirá, que ali, onde hoje é um deserto em que não cresce nada, em épocas remotas, a julgar pelos vestígios de enterros luxuosos, viveram cortes tão poderosas que somente imaginamos quando vemos algum filme sobre os faraós egípcios. A explicação é que a história não é uma linha reta, contínua e ascendente, ela está mais para uma curva espiralada, cheia de inflexões. O que os nossos professores de história chamavam de “Queda de Roma” e início da “Idade Média” não parecem pontos de inflexão de uma curva histórica?


Nossa história é cheia de descontinuidades, subidas e descidas, e é assim porque somos Natureza e na Natureza também é assim. Uma música só é percebida porque tem intercalações de sons e silêncios, se não houvesse silêncios não perceberíamos a melodia, seria apenas um som contínuo e insuportável aos ouvidos depois de um certo tempo. Uma pintura é uma variação de cores e de ausência de cores, se fosse uma cor só contínua, não conseguiríamos apreciar uma obra do tipo Mona Lisa. Desse modo, quando as tradições viram nos astros essa variação cíclica, e perceberam que o movimento da história também as contém despertaram a consciência para esse sentido cósmico da História Humana.



A Era de Aquário, ressalvadas todas as fantasias e brincadeiras que circulam em torno do tema, representa em última instância, a consciência de que assim como o Cosmos atende à Lei dos Ciclos, a nossa História Humana também atende. E o que fazemos com essa consciência?


O melhor negócio para a Humanidade é, a partir dessa tomada de consciência, preparar-se para essa nova era, para esse novo mundo. E de que modo fazemos isso? Trabalhando muito na construção de um novo paradigma que nos coloque de novo em contato com os padrões da Natureza, e que nos traga as grandes ideias, a exemplo do que fizeram os renascentistas no final da Idade Média, que se reaproximaram das ideias clássicas de Platão, Artistóteles, dos Estóicos. Essa é a melhor forma de falarmos sobre a Era de Aquário, com Esperança e Renovação.




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