O que é a Teoria dos campos mórficos?


Entreguem um smartphone novo a uma criança de sete ou oito anos e observem a velocidade com que ela aprende a manuseá-lo. Agora, voltem no tempo, imaginem que fosse possível nos anos setenta vocês fazerem a mesma coisa: entregar um smartphone a uma criança de sete ou oito anos. Será que aquela criança dos anos setenta teria a mesma rapidez e desenvoltura para aprender a manuseá-lo? O que está acontecendo com as crianças de hoje? Por que são tão velozes no trato com a tecnologia?



Agora pensem no mundo animal. Já observaram que os gatos têm comportamentos semelhantes, em lugares diferentes e em épocas distintas? Todos os gatos gostam de entrar dentro de malas, bolsas e qualquer coisa que lembre uma toca, por exemplo. Por que isso acontece? Por que padrões de comportamentos começam a serem repetidos por membros de uma mesma espécie, sem que haja comunicação direta entre eles?


Se vocês conseguiram despertar curiosidade em torno dessas questões, então estão começando a captar o ponto de partida do que são os espaços mórficos. A palavra morphé, do grego, significa forma. Tudo que está manifesto diante dos nossos olhos, ouvidos, paladar e tato é dotado de formas, padrões. Por exemplo, uma laranja tem uma forma, um padrão que se repete em todas as laranjas do planeta, ainda que não estejam em contato direto umas com as outras. Se um pé de laranja começar a produzir um fruto neste momento, o fruto irá reproduzir o mesmo padrão estético e essencial de todas as laranjas do mundo. Como se explica isso?



Por muito tempo a ciência investigou a causa das formas através da leis físicas, biofísicas e bioquímicas. Para tanto, precisou classificar as partes componentes dos organismos, por isso quando estudamos biologia na escola seguimos um programa de estudo com vários compartimentos: o seguimento da citologia estuda as células, o seguimento da histologia os tecidos, a anatomia estuda as estruturas corporais e subsequentemente se tem uma diversidade de compartimentos, em que cada caixinha guarda o seu conjunto de fenômenos. Em que pese os grandes avanços a que este jeito de estudar nos permitiu chegar, é certo que há muitas lacunas, muitas perguntas sem respostas.


Foi justamente por conta dessas perguntas sem respostas, provenientes dessas lacunas do conhecimento científico, que um cientista britânico chamado Rupert Sheldrake pesquisador nas áreas de bioquímica e fisiologia vegetal, com experiência nas maiores universidades do mundo, como Harvard e Cambridge, começou a investigar a causa das formas a partir de uma abordagem holística. Holismo vem de hólos, do grego, que significa todo. Assim, ele começou a fazer experiências que considerassem todos os elementos envolvidos e não apenas segmentos específicos. Ele começa a partir da premissa de que as leis bioquímicas são incontestáveis, mas não atuam isoladamente, há um campo morfogenético que dá origem às formas. Um processo físico-químico pode seguir milhões de caminhos diferentes, mas é conformado a determinado padrão em razão de um campo invisível, não material que lhe rege, que lhe conduz a um resultado específico. É assim que nascem as formas, na visão de Sheldrake.



E como nascem esses campos? Não se sabe exatamente, mas é possível perceber que uma necessidade pode gerar um hábito para um membro de uma espécie e esse hábito pode começar a determinar um padrão para toda a espécie. Por exemplo, em uma floresta, uma determinada planta precisa aprofundar mais suas raízes para alcançar mais nutrientes. O campo mórfico dessa planta assimila esse comportamento e começa a transmitir essa informação. Depois de algum tempo, o mesmo comportamento começa a ser detectado em todas as plantas da mesma espécie em todo o planeta. Essa transmissão da informação é o que se chama de ressonância mórfica.


Depois que Sheldrake começou a escrever sobre campos mórficos, diversas experiências vêm sendo realizadas para testar essa hipótese. Uma das mais interessantes foi realizada pelo Dr. Arden Mahlberg, psicólogo de Wisconsin. Ele pegou duas pessoas que não sabiam nada sobre código morse e começou a ensinar separadamente cada uma delas a ler o código morse, mas com uma diferença: para uma delas o padrão de código morse era o universalmente usado e, para outra, era um padrão diferente, que ninguém conhecia. Tal foi a surpresa ao perceber que o padrão já conhecido da humanidade era rapidamente assimilado pelo aprendiz, já o desconhecido era aprendido com muita dificuldade.



O próprio Sheldrake fez experiências com ratinhos de laboratório, os quais eram ensinados a sair de um labirinto e logo se percebia que outros ratinhos começavam a demonstrar muita habilidade também em outros labirintos.


A teoria dos campos mórficos ainda não é aceita pela comunidade científica, alguns a chamam de pseudociência. No entanto, faz muito sentido e nos apresenta muitas respostas. Precisamos vê-la como um horizonte, uma possibilidade. Ainda que não seja exatamente como vem sendo formulada e reproduzida em tantos livros, a teoria dos campos mórficos, no mínimo, já nos sinaliza que tem algo misterioso na integração de todos nós e de todos os seres que existem. Já nos dá indícios de que os nossos comportamentos e os nossos hábitos, ressoam para além dos nossos círculos individuais. Portanto, o que se faz no mais recôndito de si reverbera para muito além dos próprios limites. Isso implica, naturalmente, em nosso dever para com as nossas ações, afinal, podemos influenciar negativamente as pessoas ao nosso redor, mesmo que indireta e inconscientemente. E não precisamos da teoria dos campos mórficos para comprovarmos esse fato: nossa conduta em meios sociais irá reverberar, tanto positivamente como negativamente, dentro daquele ambiente. O exemplo que passamos, a postura que tomamos frente a uma situação influencia e inspira as pessoas ao nosso redor. Desse modo, precisamos estar sempre atentos para que cada vez mais possamos conduzir nossa Vida de maneira exemplar a fim de que, ao final dessa jornada, possamos olhar para trás e constatar quantas sementes foram plantadas por meio de nossa postura perante a Vida.


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