Mushkil Gushá: o mensageiro da Prosperidade


“Era uma vez, há muitos e muitos anos atrás em um reino muito, muito distante daqui, um pobre lenhador chamado Mushkil Gushá e sua filha adolescente.

Moravam em uma pequena casinha na entrada de uma floresta encantada. Todos os dias ele ia cortar lenha para vender na cidade, para com isso poder prover o seu sustento e o de sua filha.

Levavam uma vida muito humilde com muitas dificuldades e provações, praticamente não tinham posses e suas vidas se resumiam a cortar e vender a lenha, no caso de Mushkil e cuidar dos afazeres da casa, no caso de sua filha.



Um dia, a mocinha triste e cansada daquela vida tão dura, se lamentou ao pai dizendo que gostaria de ao menos uma vez poder experimentar algumas daquelas deliciosas guloseimas que ela havia visto na cidade mas que não tinha condições de comprá-las.

O pai da garota ficou muito compadecido e triste pelo que acabara de ouvir de sua bela e inocente filha, e prometeu à menina que no dia seguinte iria trabalhar o dobro que o de costume para poder realizar o seu desejo.


Quando raiou o dia, Mushkil Gushá saiu de mansinho, deixando a jovem donzela ainda dormindo, e se dirigiu à floresta, cheio de disposição para trabalhar como nunca e assim cumprir a promessa que havia feito na noite anterior.

Mushkil Trabalhou duro o dia inteiro, juntou a maior quantidade de lenha possível, a ponto de quase não conseguir carregar aquele enorme feixe. Foi até a cidade, vendeu toda a lenha, mas como já era tarde não conseguiu mais comprar os doces prometidos à sua filha.


Ao chegar em casa bateu na porta, chamou pela menina mas ela não respondeu. Exausto pelo dia pesado de trabalho, deitou-se ali mesmo ao lado e dormiu.

Na manhã seguinte, com os primeiros raios de sol, foi novamente à floresta e repetiu todo o processo do dia anterior. Ao chegar em casa, novamente ninguém o atendeu, e ele não teve outra escolha senão dormir ao relento mais uma vez.

E isso se repetiu por mais alguns dias, até que já muito cansado e faminto, quando já estava quase dormindo, viu uma luz que vinha da floresta e não resistiu à curiosidade, foi de pronto ver de perto o que era aquilo.

Seguiu a luz até que ouviu uma voz que lhe mandava subir as escadas. Mas que escadas? Se ali não havia nenhuma! E a tal voz repetiu a ordem. “- Suba as escadas!” Morrendo de medo, fechou os olhos e colocou um pé percebendo que ali tinha um degrau, continuou subindo até que quando percebeu estava em um vale todo iluminado cheio de pedras preciosas. As maiores, mais puras e belas que alguém pudesse imaginar. Mushkil Gushá recolheu todas as que conseguiu carregar, desceu as escadas e voltou para casa.


Dessa vez sua filha estava à sua espera. Como se nada tivesse acontecido, ele guardou as pedras e logo adormeceu de tão cansado que estava.

No meio da noite foi acordado pelos vizinhos, que queriam saber que brilho tão lindo e intenso era aquele que vinha de dentro da humilde casinha. Mas ele não sabia do que estavam falando e nem lembrava de nada do que tinha acontecido. Quando seus vizinhos foram embora, ele curioso foi até lá fora, e teve uma surpresa quando olhou para a sua casa e viu que ela estava toda iluminada com um brilho que saía de dentro dela, rapidamente foi conferir aquele fenômeno e encontrou as pedras preciosas que reluziam lindamente.

Desse dia em diante, Mushkil Gushá que agora era um homem rico, mudou-se para a cidade onde viveu feliz para sempre com a sua filha e até se tornou amigo do rei de tão rico que ficou!”

Essa é apenas uma de tantas aventuras vividas por Mushkil Gushá, personagem de uma tradição milenar que tem seus primeiros registros na região do Irã.

Nas noites de quinta-feira, as pessoas costumam se reunir para contar as inúmeras aventuras desse justo e destemido lenhador e sua filha.


Geralmente em volta de uma mesa farta, onde cada um dos participantes conta uma parte da “estória”, que pode ser improvisada ou não. A intenção é que todos participem.

Em alguns casos, os contos estão escritos em folhetos distribuídos entre os presentes, que vão lendo cada um uma parte como uma espécie de “jogral”, até que todos tenham contribuído para completar a “estória” escolhida para aquele determinado encontro.

Não se sabe ao certo quando essa tradição teve início, mas não há dúvidas de que milênios se passaram desde a primeira vez que alguém, em alguma civilização perdida no tempo, começou a contar essas aventuras. E que elas vêm se espalhando pelo mundo ao longo dos séculos, e se tornou um ritual realizado com a intenção de se atrair e se festejar a Prosperidade.

Mushkil Gushá passa frio, passa fome, é preso injustamente, sua filha vai parar em um orfanato... De tudo acontece com ele nas várias versões de suas andanças pelo mundo. Mas no final ele sempre é recompensado por sua Honestidade, e por nunca trair os seus Princípios. Mas o mais bonito dessa tradição vem agora: os participantes, após terem se divertido com os contos do lenhador, fazem uma bela partilha dos alimentos previamente preparados para a ocasião, mas com um pequeno detalhe que faz toda a diferença: ao invés de se servirem, todos oferecem os alimentos uns aos outros declamando a seguinte frase: “Aceite este alimento em nome de Mushkil Gushá e da Prosperidade!”

Uma linda partilha, uma linda tradição, que atravessou as areias dos desertos e se espalhou pelo mundo através do tempo, chegando até nós com a intenção de Unir os homens em torno de um só Ideal, o Ideal da Prosperidade mútua, da fartura e da Felicidade de todos. Que nós possamos nos inspirar a partir dessa belíssima tradição a dividir e oferecer a todos apenas o que há de melhor em nós.


E você, aceita o desafio de aplicar esses ensinamentos na sua Vida em nome de Mushkil Gushá e da Prosperidade?


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