A Astronomia e o Amor Pelos Mistérios




O Universo é fascinante. Desde pequenos, o céu estrelado nos fascina. Aqueles pontos brilhantes se destacando na escuridão infinita despertam algo dentro de nós. Se você, por alguma vez contemplou o céu a noite, deve compreender desse misterioso fascínio. Esses pequenos pontos brilhantes que estão a milhares de anos-luz do nosso planeta encantam os Homens desde sempre. Os Sumérios, a civilização mais antiga que conhecemos, já tentavam entender o que eram as estrelas e qual o seu papel na Vida dos Homens.


Mas não é sobre os Sumérios que queremos conversar hoje, e sim sobre a Astronomia. Se olharmos para a maioria das civilizações ocidentais, desde a antiguidade, esta é uma ciência que sempre fez parte da cultura dos povos. Para os egípcios, a Deusa Nuth representava o céu estrelado, sendo ela própria, com seu corpo, a abóbada celeste. Para os antigos povos hindus, todas as estrelas e corpos celestes do Universo passaram a existir a partir da expiração do Deus Brahma. Os gregos, que tanto conhecemos, atribuíram à Astronomia uma das nove musas, Urânia, responsável a ensinar os Homens os segredos das estrelas e das constelações. A Astronomia, ciência que hoje conhecemos e que se debruça sobre os astros, no passado não era diferente da Astrologia. A Ciência e a Mística andavam de mãos dadas.


Diferente do que muitos pensam hoje em dia, a Astrologia não era uma prática fútil que servia somente para sabermos o nosso “horóscopo do dia”. Se pensa inclusive que a Astronomia é uma evolução da Astrologia, porém, em diversas grandes civilizações do passado, a Astrologia era uma ciência muito completa e eficaz, que englobava a própria Astronomia. Basta perceber como povos como os egípcios, os sumérios e os astecas construíram monumentos fantásticos, que mesmo hoje em dia seriam muito difíceis de serem planejados e construídos, tudo isso se baseando no conhecimento que possuíam sobre os astros. As Pirâmides de Gizé, por exemplo, são perfeitamente alinhadas com as estrelas do “cinturão” na Constelação de Órion.

Além desse conhecimento da movimentação dos astros, que seria a própria Astronomia, a Astrologia lidava também com um conhecimento das influências mais sutis, até mesmo psicológicas, desses astros no nosso planeta e nos Seres Humanos. Se baseando nisso, eles tomavam decisões ligadas à agricultura, às cerimônias religiosas e até mesmo à política. Esta ciência, a nível profundo, provavelmente está perdida hoje em dia, porém ela já foi uma realidade, por milênios, para diversos povos muito avançados.



Como já podemos perceber, quando olhamos para cima e nos perdemos a contar e a imaginar esses pontos luminosos, não fazemos mais do que outrora os nossos antepassados já faziam.

Mas afinal, o que chamamos de Astronomia? Por definição do dicionário, Astronomia nada mais é do que a ciência que estuda o espaço sideral e os corpos celestes, a fim de situá-los no espaço e no tempo. Essa nos parece uma definição clara, porém os convidamos a refletir mais profundamente acerca disso. Comecemos com um exercício de imaginação, pense conosco: o que lhe levaria a estudar algo que está há, literalmente, anos-luz de distância de você? Por meios escassos e limitados, mesmo que seja a mais alta tecnologia do nosso tempo, devemos admitir que não é uma tarefa fácil debruçar-se sobre a Astronomia. Parece que essa é uma ciência que necessita de uma razão para além da curiosidade intelectual. O astrônomo é como um sincero buscador de Verdades, que enxerga o Universo através de uma percepção lógica e que, no fundo, deseja encontrar uma resposta final para tanto Mistério.


Certamente é um desafio gigantesco, tanto quanto o próprio Universo. Por isso a segunda característica que vemos nos astrônomos é a Esperança, aliada a uma firme Constância nessa busca. É o que torna essa peculiar ciência tão apaixonante: o desafio de entender os Grandes Mistérios da Natureza.

E para nos encher os olhos não precisamos entender plenamente de física, matemática e química, também não necessitamos passar horas observando variáveis em um supercomputador, mas apenas contemplarmos a misteriosa Beleza por trás de um céu noturno.



A essência da Astronomia está no verdadeiro fascínio de mergulharmos num mundo de variáveis e incertezas que, no fundo, não compreendemos bem, mas que desejamos conhecer. Está no desejo de conhecer esse Mistério que nos leva a olhar para cima e perguntar sobre o significado de toda a existência e o nosso papel individual nessa imensidão. Por isso que, a essência da Astronomia, é a mesma essência da Filosofia.

Nesse dia do astrônomo nós agradecemos e dedicamos esse texto a todos esses cientistas que, através do seu trabalho, nos ajudam a conhecer a profundidade do céu sobre nossas cabeças, e também nos fazem refletir sobre a imensidão dos Mistérios dentro de nós.


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