Sentimentos que Curam

November 3, 2020

 

 

O filme conta a história de Cameron, um pai que sofre de transtorno bipolar. Ele tem duas filhas lindas e uma esposa muito esforçada, mas, depois de um colapso, precisa ser internado em um hospital psiquiátrico, onde passa uma temporada sendo tratado com medicamentos. Quando recebe alta, tem que assumir a responsabilidade de cuidar das filhas enquanto a esposa vai morar em outra cidade para fazer pós graduação, trabalhar e sustentar a casa. O amor às crianças e o desafio de recuperar o relacionamento com sua esposa, por quem é super apaixonado, desafiam Cameron a ser mais forte que a sua doença.

 

 

 

 

No começo do filme, uma das crianças está narrando a história que será contada, quando interrompe e diz: “Nós éramos felizes. Sei que a coisa é mais complexa. Sempre é!”. Essa fala nos lembra que cada um de nós vivemos nossa própria complexidade, todos temos dificuldades, porque assim é a Vida, sempre é. É a condição Humana, mas diante das dificuldades inerentes às situações que vivemos, temos duas possibilidades de reação: ou nos deixamos ser tragados pelo redemoinho, ou resistimos. O personagem Cameron é uma ilustração de alguém que resiste. Há momentos dramáticos em que ele chega quase a desistir, chega até a pular em um rio, mas se ergue novamente e continua lutando. 

 

Ao longo do filme, vamos percebendo que Cameron resiste porque tem uma motivação forte, o Amor à sua família. Ele é apaixonado por sua esposa Maggie e por suas duas filhas, Amélia e Faith. Elas são a sua razão de viver. Com essa motivação tão forte, ele desenvolve um grau de domínio sobre o caos que é a sua vida psíquica.

 

 

 

Mais do que nunca, tem se falado em saúde mental e problemas psicológicos. Tanto que, com certeza você conhece alguém próximo que já tenha enfrentado depressão, TOC, ansiedade, boderline, burnout, pânico ou algum outro transtorno do tipo. Um cuidado que precisamos ter é não reduzir o indivíduo à sua doença. São coisas diferentes, a doença é só um aspecto da existência, o Ser é algo para além disso. Se uma pessoa tem depressão, por exemplo, somos tendentes a creditar todas as suas fragilidades na conta do problema psíquico. Então, preguiça, medo, mal humor, aversão a pessoas, pegamos tudo isso e dizemos: ah! isso é porque ele tem depressão. O pior disso tudo, é que o mais prejudicado com essa postura é o próprio doente, pois, assim como todo Ser Humano, precisamos de ajuda quando estamos enfraquecidos.

 

Cameron nos mostra que, apesar do transtorno psíquico, ele precisava se reinventar porque ele tinha uma família, que amava muito, e isso era incompatível com o comportamento que a doença impunha sobre ele. Então ele lutava contra a doença para diminuir seus efeitos. Por exemplo, a casa estava sempre bagunçada por causa de seus transtornos depressivos, mas quando se aproximava o dia de Maggie visitá-los ele encontrava forças, não se sabe de onde, e deixava a casa um brinco, porque ele precisava recuperar a relação. 

 

 

A grande lição do filme é esta, que somos maiores que qualquer problema de nossa personalidade. Existem aspectos dentro de nós que podem nos levar a ter um domínio da situação, seja ela qual for. No caso de Cameron, o que desperta esse poder latente nele é o sentimento de Amor profundo pela família. É sempre assim, sentimentos genuínos costumam despertar em nós forças capazes de mover montanhas. Nós temos sempre a opção de nos entregarmos ao sofrimento, nos tornarmos vítimas, reféns da circunstância, mas temos também a opção de lutar, de desenvolver uma Vontade descomunal para enfrentar a situação.

 

 

Felicidade não é necessariamente bem estar, não é conforto, não é posse de bens materiais, a Felicidade tem a ver com o quanto conseguimos trazer para a Vida o que há de melhor em nós, apesar de tudo. Nesse sentido, Cameron é um exemplo de Felicidade, porque, apesar de todos os transtornos, desvios psíquicos e de uma vida tão sofrida, ele conseguia ser um pai amoroso, presente, atencioso e divertido. Ele ajudava os vizinhos nos momentos de necessidade. Era uma “pessoa do bem”, como costumamos falar hoje. Esse é o melhor jeito de ser feliz. Não devemos esperar a cura das nossas doenças para poder ser feliz, não devemos esperar melhorar financeiramente para ser feliz, não devemos esperar terminar um curso superior, conseguir um bom emprego, etc. Não devemos adiar a Felicidade, é preciso ser feliz agora. 

 

 

E como se faz isso? Desenvolvendo sentimentos. Quando a Vida nos antepõe uma oportunidade de Amar alguém profundamente, devemos aproveitar e Amar com todas as nossas forças, pois é daí que vem a verdadeira Felicidade. Não somos felizes pelo tanto que recebemos, mas sim pelo tanto que conseguimos oferecer. O Amor nos leva ao despertar do que há de melhor em nós, e isso supera todos os problemas. Superar não significa que os problemas desaparecerão, como no filme, eles estarão lá. E claro que para algumas pessoas será muito mais difícil do que para outras, por isso precisamos desenvolver um forte sentimento de tolerância com todas as pessoas. Mas quando olharmos para nós mesmos, devemos lembrar que temos o poder de sermos grandes Seres Humanos, apesar dos problemas que nos afligem. Isso é ser Feliz!

 

 

 

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