O Cérebro Ajuda a Controlar o Cansaço?

October 27, 2020

 

 

Vivemos tempos de muita produção, o avanço tecnológico encurtou as distâncias, tanto a nível de deslocamento quanto a nível de comunicação. Essa conjuntura foi catalisada ainda mais agora no contexto da pandemia. As vendas online se multiplicaram, os sistemas de entregas de mercadorias estão se tornando cada vez mais velozes, as videoconferências estão se tornando um hábito e as pessoas se comunicam a partir de qualquer ponto do planeta em tempo real. As atividades nas redes sociais se elevou a potências muito altas. Todo esse avanço nos leva ao limite máximo da produção, estamos sempre ativos, as noites são mais curtas e os dias mais longos. Passamos muitas horas no computador, no celular, sempre em contato com milhares de pessoas. Vivemos um ritmo inimaginável para uma geração de três décadas atrás. 

 

 

A consequência imediata dessa aceleração se chama fadiga, cansaço, exaustão. Os olhos cansam, a coluna reclama, os ombros ficam tensos, mas a necessidade de dar conta do trabalho é maior. A sobrevivência neste mundo de tecnologias tão avançadas requer muito de cada um de nós. O que fazer quando precisamos dar conta da Vida, mas o corpo e a mente estão cansados? Existe alguma técnica que ajuda a lidarmos de maneira inteligente com o cansaço, administrando-o de forma saudável e potencializando mais nossas energias?

 

A resposta é sim. A ciência vem fazendo novas descobertas nessa área. Há uma pesquisa da Universidade de John Hopkins, nos Estados Unidos, que vem descobrindo como o nosso cérebro se comporta quando precisamos encarar grandes esforços e superar a fadiga. Isso é muito novo nos estudos sobre cansaço físico. Essa perspectiva é nova, pois antigamente se estudava sobre o assunto por outro viés.

 

Em 1922 um cientista chamado Archibald Vivian Hill ganhou o nobel de medicina pelas suas pesquisas sobre o funcionamento dos músculos durante as atividades físicas. Entre suas descobertas havia uma que nos levava a entender que o cansaço físico está associado ao aumento de ácido lático. O corpo não usa todas as fibras musculares disponíveis durante o exercício prolongado, levando a uma perda de reservas de carboidratos e de moléculas produtoras de energia para as células. Mas as descobertas mais recentes estão superando as descobertas de Hill, detectando causas que antecedem a resposta dos músculos à fadiga. Essas causas estão no cérebro. A disposição com que administramos as mais diversas atividades da Vida é a responsável pelo estímulo que o cérebro manda para os músculos, e só então inicia-se esse processo que Hill descobriu. 

 

 

É claro que esses novos estudos ainda estão em andamento, mas nós que não somos cientistas, estamos atentos para onde a ciência está apontando. Já pegamos este sinal e começamos a conduzir nosso autoconhecimento nessa direção. Observe que os nossos cansaços estão muito relacionados à nossa disposição mental, ao jeito como pensamos a Vida, como nos relacionamos com os problemas. Um dia você briga com o namorado ou namorada e no outro já se sente esgotado e não consegue ter tanta produtividade. Veja que isso não tem nada a ver diretamente com os músculos. Outro dia você agarra um projeto para só largar quando terminar, depois da quarta ou quinta hora ininterrupta trabalhando sobre aquilo, você não aguenta mais e seu corpo fica abatido. Veja que isso também não tem a ver com os músculos. 

 

É bem perceptível que o cansaço vem da forma como fazemos as coisas. Se nesse mesmo exemplo do projeto, você a cada uma hora parasse e fizesse algo diferente, tipo lavar os pratos, ou trocar um garrafão de água, ou esvaziar um cesto de lixo, ou mesmo um alongamento, essas atividades intercaladas, esse ritmo e contra ritmo, não prolongariam mais a sua disposição? Pois tenha certeza que sim. Essa é uma dica prática que muitos especialistas aconselham: você descansa de uma atividade realizando outra de natureza diferente e isso o torna mais produtivo.

 

 

Conflitos pessoais desnecessários, estados de mau humor e críticas constantes a tudo são exemplos de fatores que vão pesando na nossa produtividade, vão aumentando a fadiga e nos corroendo por dentro. O que nos leva ao fracasso é a forma como nos posicionamos diante da Vida. Evite conflitos, procure sempre estar de bom humor, evite criticar o que não lhe afeta, aprenda a aceitar a Vida da forma como ela está posta diante de você, e perceba como esses fatores lhe ajudarão a ser mais produtivo e mais eficiente em suas atividades. Nós podemos mais do que imaginamos que podemos. A causa maior de nossos cansaços é o jeito errado de conduzir a Vida. Mudemos nossos hábitos e colhamos da Natureza o maior presente: a energia para trabalhar, criar, produzir e cumprir com o nosso papel no mundo. 

 

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