La Cour

October 27, 2020

 

 

 

O papel educativo que os curtas de animação vem desenvolvendo ao longo das últimas décadas é sem precedentes. Em geral, voltados para toda as idades, essas obras nos trazem reflexões sobre várias questões da nossa Vida cotidiana e sobre o nosso posicionamento diante delas. “La Cour”, uma animação francesa que fala sobre um jovem que vivia mergulhado no tédio, até que o seu novo vizinho lhe faz voltar ao passado, é um bom exemplo que não foge à regra. Produzido em 2016 como um dos trabalhos finais pelos alunos de cinema da ESMA – École Supérieure des Métiers Artistiques, a animação em 3D ganhou o mundo e já conta com mais de 2 milhões de visualizações.

 

O curta foi lançado em 2016 e fala sobre o surpreendente contato entre dois vizinhos de gerações e perspectivas de mundo diferentes. Essas diferenças resultam numa síntese interessante para a Vida do mais jovem. Esse encontro faz com que o jovem volte ao seu passado e tenha a oportunidade de, através da Arte, sair de sua rotina metódica, sem graça e sem Vida. Até então, acostumado à sua solidão e introspecção, marcadas pela rotina do trabalho e descanso, o jovem é surpreendido pelo mundo alegre e espontâneo do seu vizinho, um senhor de meia idade, e um tanto quanto desajeitado, que encontra alguns desenhos antigos do rapaz em uma velha mala. O que a princípio deixa o jovem irritado, depois se torna a oportunidade de girar a chave e mudar o seu comportamento entediante e desanimador diante da Vida. Ao perceber a oportunidade, o jovem volta a desenhar, pintar e colorir não só os papéis, mas as suas expressões, a sua casa e a sua Vida.

Veja o curta abaixo:

 

 

Este curta metragem pode nos trazer várias reflexões, especialmente sobre convivência e educação, mas por hora, vamos nos centrar em dois pontos: primeiro, que a Vida que levamos é um reflexo de nossos pensamentos e sentimentos, ou seja, das ideias que carregamos conosco. Quanto mais rígida for a nossa mente, mais velhos nos tornamos e isso independe de idade. Os dois personagens principais, o jovem e o velho, eram inversamente opostos, com relação as suas formas de enxergar o mundo, e isso era perceptível nas demonstrações de humores e comportamentos ao longo dos sete minutos de duração. Um segundo ponto que é interessante abordar aqui é sobre o poder da Arte na Vida Humana. Ao ter contato novamente com o seu passado artístico, o jovem se reconecta consigo mesmo e com o seu mundo interior, quebrando assim a sua rigidez e iluminando magicamente a sua Vida. O telespectador mais atento perceberá que é a partir daí que surgem os primeiros sorrisos do jovem, e por que não dizer que ressurge um Sentido para a sua Vida?

 

Dizem que a Vida é um livro que precisa ser escrito com os nossos próprios punhos e sob nossa responsabilidade. Se estiver sem cor, sem brilho e sem Vida que sejamos nós, os autores, que assumamos a responsabilidade de colori-la, iluminá-la e energizá-la. Cada capítulo terá uma experiência, um roteiro e vários personagens interagindo conosco. Por trás disso tudo sempre está o objetivo de nos fazer crescer e amadurecer, nos fazer girar as chaves, abrir novas portas e abraçar novas perspectivas.

 

Os senhores alegres e desajeitados que aparecem ao longo de nossa jornada, nada mais são que os empurrõezinhos da Vida, nos convidando a crescer. A Vida é sempre mais mágica do que racional! Então, vamos trazer essa Arte e essa Magia para os nossos dias. Só depende de nós.

 

 

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