Glued - O Vício nas Telas

September 29, 2020

 

 

Vivemos em uma era digital. Por mais que sintamos nostalgia das décadas finais dos anos 1980 ou 1990, é indiscutível o valor agregado aos meios digitais em nossa sociedade atual. Agora mesmo, caro leitor, você está acessando esse texto por um dispositivo eletrônico. E eu, que nesse momento estou escrevendo o texto, o faço por meio de um computador. O mundo tornou-se digital e essa “nova era” está conosco desde a hora que acordamos até quando vamos deitar, o que nos ajuda a tornar a Vida mais dinâmica, produtiva e rápida. Entretanto, existe um velho ditado popular que diz: “a diferença entre o remédio e o veneno é a dose”.

 

 

O curta “Glued”, ou “Colado”, numa tradução livre, busca apresentar exatamente essa questão. A história mostra uma mãe que preocupa-se com o fato do seu filho não interagir com outras crianças e sua única forma de entretenimento ser os jogos digitais. A mãe busca apresentar ao filho uma outra realidade, com brinquedos reais, mas o filho não responde a nenhum estímulo que a mãe tenta provocar. Na verdade, se acentua ainda mais a necessidade do meio eletrônico, que a cada vez que lhe é retirado, surge em um novo formato. Isso leva a mãe a tomar medidas drásticas, destruindo todos os aparelhos eletrônicos da casa. Essa atitude, exagerada muitas vezes, é uma tentativa de libertar o filho daquela realidade virtual à qual ele está “colado”.

 

Apesar de ter sido lançado em 2012, Glued apresenta-se cada vez mais atual. O excesso de exposição aos meios digitais (e isso inclui videogames, computadores, celulares e tablets) causa danos à nossa saúde. É lugar comum comentar dos prejuízos psicológicos que essa superexposição pode causar em nós. Mas aqui apresenta-se um fator agravante, que é a idade. Para crianças e adolescentes, inseridos desde o nascimento neste mundo digital, essa forma de Vida e interação é praticamente a única conhecida. O mundo digital, durante a fase de formação social da criança, pode ser extremamente nocivo, pois afasta a criança da realidade e do convívio com os colegas, o que é extremamente necessário para o desenvolvimento de habilidades sociais. Nos casos mais graves, esse excesso no uso de meios digitais pode causar problemas psicológicos severos como depressão. 

 

 

 

 

Para além disso, ficar horas em frente a uma tela pode causar problemas de saúde na visão, assim como horas com fones de ouvido podem diminuir nossa capacidade auditiva. Um outro problema físico comum é a lesão por esforço repetitivo, tanto nas mãos (no caso de quem digita ou joga demais), como no pescoço, por manter-se muitas horas na mesma posição. Esses efeitos, que para alguns aparentam ser pequenos, podem causar problemas graves se pensarmos que a nossa tendência é ficar cada vez mais tempo na frente das telas. No caso das crianças, os videogames continuam a expandir sua área de influência, sendo não apenas atrativo para as crianças jogarem seus jogos, mas também para que elas assistam, no Youtube ou em outras plataformas, a outras pessoas jogarem. Desse modo, podemos compreender que os danos dessa exposição não afetam apenas a psique das crianças, mas a longo prazo, poderão prejudicá-las fisicamente e de forma permanente.

 

Se pararmos para pensar, é interessante perceber a dependência que se cria dos jogos, por parte das crianças, e da internet, por parte dos adultos. Se alguma vez você já esqueceu o celular em casa e sentiu que precisava voltar para buscá-lo, você sabe do que estamos falando. Existe até uma fobia associada a essa situação: a nomofobia. A nomofobia nada mais é que o medo de ficar sem celular, seja por esquecimento, ou porque ficou sem sinal, ou simplesmente porque a bateria descarregou. Parece absurdo, mas isso é bem real. Lembre-se da última vez que você passou um dia sem usar o celular ou qualquer dispositivo eletrônico. Provavelmente faz muito tempo, não é?

 

 

 

 

Nossa Vida atual está na internet. É quase surreal imaginar uma Vida sem trocar mensagens em redes sociais ou acompanhar sua agenda a partir do celular. Essa dependência física, no sentido de ser necessário para trabalho e tarefas objetivas do dia, acaba por se tornar também uma dependência psicológica, em que não conseguimos ficar bem se não estivermos conectados. O que nos cabe, como diria a Sabedoria Oriental, é buscarmos o caminho do meio. A justa medida entre a necessidade real e a dependência. Se hoje é difícil viver sem as redes sociais, pior ainda é acreditar que esse é o único modo de viver. 

 

Como é apresentado no curta, há toda uma Vida luminosa lá fora, que podemos perceber sempre que nos desconectamos. É o momento em que podemos olhar para o mundo, iluminar-se com a luz do Sol e ver as cores do mundo real. Que possamos, com Serenidade, conviver entre esses dois mundos e saber extrair o melhor de cada um, sem jamais nos prendermos a uma dependência ilusória.

 

 

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

DIFICULDADE COM AS LEGENDAS?

Caso você não saiba ativar as legendas nos vídeos do youtube, clique aqui para acessar o tutorial.

  • Facebook Social Icon
  • Instagram Social Icon
  • YouTube Social  Icon
Procurar por Tags
Histórico de publicações
Please reload

Please reload

Siga essa Idéia

I'm busy working on my blog posts. Watch this space!

Please reload

Você também vai gostar
Please reload

© 2017 por "Equipe Feedobem". Orgulhosamente criado pela Feedobem

    Gostou do nosso portal? Nos ajude a elaborar artigos e

conteúdos cada vez melhores para vocês. ;-)