Ser Feliz com Muito ou com Pouco


Estamos no final de setembro de 2020 e, apesar de em muitos lugares a situação ainda não ter melhorado muito, estamos muito distantes daqueles piores quadros previstos, com leitos lotados e pessoas morrendo por falta de atendimento. Em várias cidades do país, vários hospitais de campanha foram fechados por não serem mais necessários. Apesar disso tudo, é importante lembrar: ainda estamos em uma pandemia.


Aos poucos nossas atividades vão retornando, mas ainda é muito cedo para que tudo volte a ser como era antigamente. Já nos sentimos mais seguros para sair de casa, para frequentar lugares sem aglomeração, mas ainda precisamos usar máscaras, precisamos redobrar os cuidados com higiene e limpeza, e infelizmente, precisamos mudar a forma como nos relacionamos com as pessoas queridas. Não vemos mais cumprimentos com beijinhos no rosto, não estamos mais nos abraçando e até mesmo o formal aperto de mão está sendo evitado. E para aqueles assíduos frequentadores da noite, a situação mudou ainda mais, pois as festas, bailes, carnavais fora de época, e bem provavelmente o próprio carnaval, estão cancelados.


Para muitos, essa mudança de hábitos tem sido muito difícil. Não eram raras as pessoas que resumiam as suas vidas em trabalho durante a semana e festas no final de semana. Era como se fosse um ciclo de autoflagelo durante a semana para conseguir uma recompensa depois. E agora que essa recompensa foi retirada, o que restou para trazer alegria para a Vida?


No caso de outras pessoas, talvez o grande problema seja não poder visitar ou ser visitado pelos amigos, filhos, pais, avós ou netos. Aqueles almoços onde a família se reunia são cancelados porque alguém entrou em contato com alguma pessoa com suspeita de COVID-19. Não dá para negar, isso realmente incomoda muito. Mas também não podemos olhar só para o que perdemos, precisamos encontrar o que ainda possuímos e que tem muito valor.




Antes de tudo, devemos analisar a forma como vivíamos há alguns meses atrás e reconhecer uma coisa: nós vivemos em um período de muitas facilidades e conforto. E provavelmente não estávamos valorizando isso. Imagine que há algumas décadas no passado, muitas pessoas se despediam de seus filhos, que partiam para morar em outra região, e nunca mais os viam presencialmente. A comunicação se dava, no máximo, através da troca de algumas cartas. E hoje em dia, isso ainda acontece, pois muitas pessoas vivem numa situação financeira difícil, onde se torna impossível parar de trabalhar por algumas semanas para fazer uma longa viagem e encontrar com os parentes queridos.


Outras pessoas, mesmo no nosso tempo, por diversas dificuldades também precisaram limitar as suas atividades ao espaço de suas casas. Algumas pessoas possuem enfermidades que as proíbem de manter qualquer contato com o mundo externo. Em casos extremos, vemos ainda pessoas, como o cientista Stephen Hawking, que precisava limitar a sua experiência ao pensamento e ao movimento de uma das bochechas, pois no final de sua Vida, a sua esclerose chegou a esse ponto.


Então, vamos ser bem sinceros, nós ainda temos muito pelo que sermos gratos. E este é o primeiro passo, agradecer por tudo o que temos. Algumas pessoas indicam inclusive que tenhamos um diário de gratidão, onde devemos escrever diariamente sobre o que há de bom em nossas Vidas.


Outro ponto importante é encontrar novas formas de se relacionar. Se não podemos mais sair para os bares e beber com os amigos, porque não conversar com eles sobre algum livro, filme ou série que estamos assistindo? Ou compartilhar sobre as reflexões que temos feito? Se não temos mais aqueles almoços de domingo com toda a família reunida, porque não pensar em alguma atividade virtual que toda a família possa participar? Que tal fazer uns slides com fotos dos eventos passados e apresentar para todo mundo numa chamada pelo Zoom ou pelo Google Meet? Já percebeu que hoje em dia temos o hábito de tirar fotos, mas não temos mais o hábito de olhar as fotos que tiramos no passado?


Nós estamos privados, momentaneamente, de alguns tipos de prazeres e facilidades. Porém, não podemos deixar que a abundância de opções que tínhamos antes da pandemia seja a causa de nossa tristeza hoje. Precisamos aprender a Viver com muito e com pouco, precisamos descobrir que o Amor, a Amizade e a Felicidade estão fundamentados em nossos corações e não nos esquemas sociais que estávamos acostumados a Viver. Reflita sobre essas ideias, busque e veja que, ainda hoje, é possível ser Feliz com as opções que ainda temos.


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