Curta Jinxy Jenkins & Lucky Lou

August 12, 2020

 

 

O mundo é dual. Desde a antiga Sabedoria Hindu até os modelos atômicos, percebemos que a composição do mundo funciona formando polaridades. Bem e mal, cima e baixo, esquerda e direita, alto e baixo, positivo e negativo, etc. Através dessas dualidades é que percebemos o mundo, pois nossa mente precisa separar, quantificar e racionalizar para entender. Dessa maneira, separamos cada elemento para compreender como ele participa dentro do Todo.  Quando nos aprofundamos nesse pensamento, percebemos que praticamente a todo momento, estamos escolhendo e nos identificando com algumas dessas dualidades. Partindo disso, devemos nos questionar: se o mundo é feito de dualidades, de partes opostas, então estamos destinados a estarmos sempre em algum lado dessa trincheira existencial? 

 

 

O curta “Jinxy Jenkins & Lucky Lou” encontrou um modo divertido de nos apresentar uma saída para tal questionamento. A obra de 2014 nos apresenta o bem humorado encontro “ao acaso” de dois jovens: de um lado, o azarado Jenkins, o qual tudo na Vida dá errado; do outro, a sortuda Lou, que mesmo se esforçando para ter um dia ruim, acaba sempre sendo agraciada com a sorte. O desafortunado Jenkins tem uma Vida bastante triste e, mesmo com tanta sorte, a agraciada Lou também é infeliz. Jenkins é infeliz por tudo em sua Vida ir de encontro ao fracasso; já lou é infeliz porque não consegue sofrer, tendo assim uma monótona Vida de sucesso. Sim, pode nos soar estranho, mas uma Vida sem desafios, em que tudo se resolve “por mágica” é uma Vida que não nos permite evoluir. E sem evoluir, sem lutar, não há Glória nem Felicidade. É com o encontro desse casal impossível, de lados completamente opostos dentro dessa realidade dual, que os diretores Michael Bidinger e Michelle Kwon nos levam a refletir sobre a questão das polaridades. Isso porque eles, em suas extremidades, vão em busca da completude. 

 

 

 

Sentir-se completo é perceber que a dualidade é apenas uma forma de compreender a realidade. Nada existe de forma absoluta, pois se assim o fosse, não existiria sua contraparte. E como tornar-se completo em um mundo dividido? Bom, o curta também nos dá essa dica. Quando conseguimos nos ligar ao outro, quando alcançamos uma verdadeira Concórdia dentro de uma convivência, ou seja, unimos Coração com Coração, podemos atingir essa Plenitude. 

 

 

A Filosofia Tibetana nos diz que devemos silenciar o que nos diferencia, para alcançarmos o que nos une. Em outras palavras, podemos entender que, apesar das diferenças, todos estamos unidos de alguma forma através de uma Essência Atemporal que reside em cada Ser. Assim, percebemos que em nós há de tudo: o positivo e o negativo, o bem e o mal. Por isso, podemos reconhecer e aceitar aquele que, aparentemente, é diferente. 

 

O curta nos entrega uma mensagem Bela a partir das aventuras desse casal improvável, que achamos só poder existir em uma animação. Entretanto, acreditamos que todos gostariam de ter uma relação dessa natureza: que o ponto de União estivesse para além de gostos e formas e que, na convivência, cada um expressasse sua parte em favor do Todo. “Jinxy Jenkins & Lucky Lou”, afinal, nos mostra isso: uma Verdadeira relação se constrói respeitando a forma de Ser de cada um, e oferecendo o que temos de melhor. Dessa forma, podemos, de fato, encontrar nossa contraparte e reconhecer que, para além de um encontro de corpos, há um encontro de Almas.

 

 

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