As Aparências nem Sempre Correspondem à Realidade

August 7, 2020

 

 

Muitas vezes disfarçamos quem de fato nós somos, nossos pensamentos e sentimentos, para nos adaptar às circunstâncias da Vida. Seja por medo do que os outros irão pensar, medo se irão gostar de nós, medo de parecermos vulneráveis, seja porque queremos demonstrar que somos diferentes, melhores do que realmente somos. São diversos os motivos que nos fazem viver de aparências, e algumas vezes, chegamos até a confundir esta máscara exterior com o nosso Eu verdadeiro. O curta “Aparência e Realidade” mostra a dificuldade que temos de sermos nós mesmos, e nos ajuda a refletir o quanto isso prejudica nossa realização como Seres Humanos.

 

 

 

Escrita, conceituada e animada pela artista húngara Elena Rogova, em parceria com a produtora Zhenia Pavlenko, ambas do Amix Film Studio, “Appearance & Reality” (nome original) é uma animação que mostra de forma leve e engraçada como muitas vezes demonstramos o oposto do que realmente sentimos e pensamos.

 

 

Com pouco mais de 4 minutos, o vídeo mostra uma situação corriqueira de um homem, a partir de dois pontos de vista simultâneos. A tela se divide em duas, ficando a parte de cima responsável por ilustrar a realidade interna de cada personagem e a de baixo ilustra as aparências. Percebemos que o protagonista cultiva uma máscara de pessoa fechada e ranzinza, provavelmente em uma busca equivocada por ser levado a sério, mas na realidade ele é alegre e descontraído.

 

 

 

 

Durante sua caminhada, em um momento, ele se depara com um cachorrinho e em outro, com uma criança. Nestas duas ocasiões, as duas telas mostram que tanto os animais como as crianças são puros e verdadeiros, porque para eles não há diferença entre a vida interior e a vida exterior, tudo o que sentem é trazido para a aparência, para a Vida e o convívio com os demais.

 

 

 

Fazendo aqui um paralelo com “O Pequeno Príncipe”, esse momento do curta nos lembra o trecho em que Antoine de Saint-Exupéry traz a ilustração do elefante sendo engolido por uma jibóia, mas que todos os adultos só enxergam um chapéu. No clássico infantil, é o momento em que a belíssima frase nos é apresentada “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.”

 

 

 

Por que durante a Vida vamos perdendo esta capacidade, tão evidente nas crianças e nos animais, de viver de acordo com o nosso coração? De colocar o melhor de nós mesmos no mundo? De vivermos essa realidade interior e não de acordo com as expectativas externas?

 

 

 

 

O curta nos convida a refletir sobre questões íntimas acerca de quem somos e como nos preocupamos em expor (ou não) isso para o mundo. Também é interessante para pensarmos em como temos visto o próximo. Estamos realmente atentos ao que os outros sentem? Nos importamos, de fato? Conseguimos ir além das aparências e identificar o que há de Real, Verdadeiro e Humano naqueles que convivem conosco?

 

Hoje vivemos um momento histórico em que é grande o número de casos de depressão, ansiedade e estresse. Então, se o essencial é invisível aos olhos, é importante refletirmos se toda esta incoerência, entre o que está dentro e o que está fora de nós, não é a responsável pela sensação de vazio interior, pela falta de realização e de Felicidade que aflige tantas pessoas. 

 

Assim como uma dor de dente pode indicar que precisamos melhorar a higiene bucal, podemos entender que estes sintomas que comentamos acima indicam que precisamos mudar nossas posturas e a nossa forma de viver. A Vida está nos cobrando a conta da nossa incapacidade de trazer à tona as nossas emoções e os nossos pensamentos. Em outras palavras, podemos entender que nos falta Vida Interior.

 

Podemos, então, nos inspirar neste simples curta para buscar viver uma Vida com mais Verdade, uma vida externa mais coerente com a nossa vida interna. Que cultivemos esses Valores invisíveis, que são os nossos Valores mais Humanos, como a Bondade, o Amor, a Generosidade, a Justiça e a Pureza, e por fim, façamos um exercício para nos tornarmos novamente mais parecidos com as crianças, e assim, expressarmos com naturalidade o melhor de nós mesmos.

 

 

 

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