O Mundo Pós Crise Depende do que Estamos Fazendo Agora

July 28, 2020

 

 

 

Após a Idade Média, a Humanidade despertou um espírito de investigações e busca por transformações. O Renascimento, o Iluminismo, as revoluções científica, industrial, francesa, inglesa, americana, russa, as Guerras Mundiais, o movimento hippie, a guerra fria, a corrida nuclear, a queda do muro de Berlin, o surgimento da internet... Todos esses passos marcam uma marcha veloz do Espírito Humano em direção a transformações muito profundas. E foi assim que entramos no século XXI, certos de que essa marcha estava longe de diminuir o ritmo.

 

 

 

Porém, nos primeiros meses de 2020, a sociedade global entrou em um processo pandêmico que já dá sinais de ser um desses grandes marcos da história.  O crescimento exponencial dos números de contaminação pelo coronavírus forçou uma evacuação rápida dos espaços públicos em cidades no mundo todo. Isso levou a população terrestre ao maior isolamento Humano já visto na história. Os efeitos desse fenômeno têm dimensões planetárias e se propaga em uma velocidade descomunal, afetando todos os campos da atividade Humana: economia, política, educação, tecnologia, consumo, trabalho, ciência, relações interpessoais, e, sobretudo, posturas ideológicas, filosóficas, éticas, morais e religiosas.

 

As transformações são tão rápidas e tão profundas que mal conseguimos dar conta de tudo que está acontecendo. Aceleramos as tecnologias, mudamos políticas econômicas, transformamos radicalmente o consumo, aceleramos os métodos de ensino à distância, mudamos os perfis de profissionalização, mudamos o jeito de nos relacionarmos uns com os outros, isso tudo em poucos meses. Passamos a buscar mais a filosofia nas redes sociais. Estamos mudando visivelmente nossa relação com o tempo e com o meio ambiente, e a natureza selvagem começa a aparecer em grandes centros urbanos, evidenciando essas mudanças. Indiscutivelmente há um processo de profundas transformações em andamento, e ainda não sabemos no que tudo isso vai resultar.

 

Todo cenário de destruição é um campo aberto para reconstrução. Estamos diante da possibilidade histórica de refazer o caminho. É como alguém que está escrevendo um texto e começa a perceber muitos erros de ortografia, incoerências e resolve deletar tudo para começar de novo. Em alguma medida, esta crise faz isso com o estilo de Vida que estávamos alimentando. Um cenário de muita pressa, consumismo exacerbado, indiferença, egoísmo, ganância, muita corrupção, falta de perspectiva, etc. Os acontecimentos dos últimos meses nos deslocaram para uma trincheira onde esses vícios começam a ser abalados fortemente. A Vida Humana se depara frontalmente com a sua finitude, com a sua fragilidade. As fileiras de covas abertas em centenas de cemitérios em todo o país, os funerais esvaziados por causa dos protocolos de segurança e o esgotamento dos leitos de UTI’s, pressionam as pessoas por uma mudança interna. É a possibilidade de se refazer a narrativa da nossa História. Podemos mudar o jeito de viver, daqui para frente.

 

As águas turbulentas deste momento em que estamos vivendo, no futuro podem desaguar em um abismo ainda pior ou podem fazer um percurso mais suave e desenhar um cenário de reconstrução de um Mundo Novo e Melhor. Mas isso depende do que estamos fazendo agora. Não temos como parar a pandemia neste momento, mas temos como torná-la uma oportunidade de reconstrução do comportamento Humano. Atualmente, a nossa melhor opção é repensar o nosso caminho, precisamos refletir sobre o que queremos ser enquanto Indivíduos e Sociedade. E isso se faz com a retomada das grandes ideias filosóficas. Uma retomada que não seja somente do ponto de vista intelectual, mas sim de forma vivencial, trazendo as teorias para a prática. 

 

Platão, Confúcio, Buda, Cristo e tantos outros mestres da Humanidade nos deixaram mensagens que, na sua essência, dizem a mesma coisa. Se nos comprometermos em investigar essas mensagens para buscar um caminho, entenderemos que precisamos, acima de tudo, de uma mudança de mentalidade. Precisamos de uma nova ciência que nos eleve aos cumes mais altos da Verdade, e que não seja escravizada por interesses de pequenos grupos. Precisamos de uma nova economia baseada no desenvolvimento inteligente, onde todos tenham a oportunidade de gerar valor, e que as riquezas sejam distribuídas de forma justa. Precisamos de uma nova forma de viver a religiosidade, uma forma que não seja limitada a ritos e palavras vazias, mas que conecte todos os Seres Humanos como irmãos, e que conecte cada indivíduo às mais profundas intuições de sua Alma. Precisamos de uma nova educação, que nos liberte das ilusões, que nos permita desenvolver a semente de Virtudes Humanas, que todos temos dentro de nós. Precisamos de um Novo Mundo, mas este só surgirá com uma Nova Humanidade. 

 

Acolhamos esta crise como um ponto de inflexão da curva de Evolução da Humanidade. O ponto em que mudamos a rota para cima, para a elevação até os altos ideais de Sociedade e de Ser Humano. Este cenário atual é o momento propício para tal revolução, mas não pense em revoluções externas e lutas contra outros Seres Humanos. Esta revolução deve ser feita por cada um de nós, internamente. Precisamos refletir sobre nossos Princípios e Ideais, e lutar contra nossos defeitos, preconceitos e vícios. Dessa forma, encontraremos a Força de Vontade necessária para sermos coerentes e agirmos de acordo com o que acreditamos.

 

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