As Crônicas de Nárnia nos Ensinam sobre um Mundo com Mais Valores Humanos

July 17, 2020

 

 

A Arte literária sempre nos ensina algo sobre a Vida. Através dos personagens, dos lugares, das histórias podemos nos transportar para outra realidade e sentir o que nunca sentimos, pensar o que nunca pensamos, imaginar o que nunca cogitamos ser possível. Talvez por isso que até hoje, apesar de toda a tecnologia e apelos visuais, ainda viajamos através dos livros, sejam os atuais ou aqueles que já se tornaram clássicos, como as Crônicas de Nárnia, de C.S.Lewis. 

 

Lewis coloca muito de si e da sua visão de mundo na obra, por isso embarcamos em um belíssimo universo imaginário que integra ideias cristãs, da mitologia nórdica, grega e também dos contos de fadas. Toda essa bagagem das tradições da Humanidade resultam em histórias que são verdadeiros ensinamentos sobre Virtudes, sobre uma Vida com Valores Humanos.

 

 

 

As 7 crônicas infantis do autor, escritas no período de 1949 à 1954, contam as aventuras dos irmãos Pevensi no mundo fantástico de Nárnia, onde a magia predomina, os animais são capazes de falar e somente as crianças humanas entram nestas terras mágicas, através de um guarda-roupa, e lá participam como heroínas na guerra do Bem contra o mal.

 

Para lermos a obra completa, é importante considerar que existe uma ordem de publicação das crônicas que não coincide com a ordem cronológica. Por isso, vai abaixo uma tabela para quem ficou interessado na obra de C.S.Lewis:

 

 

 

 

 

O Sobrinho do Mago (1955)

O Sobrinho do Mago, ou O Sobrinho do Mágico (em inglês: The Magician's Nephew), concluído em 1954 e publicado em 1955, é o sexto livro da série a ser publicado, e o primeiro em ordem cronológica. Este romance narra os acontecimentos nos primórdios de Nárnia, preenchendo as lacunas deixadas no livro O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa. Através de uns anéis mágicos fabricados por André Ketterley (também conhecido como Tio André), Digory Kirke e Polly Plummer viajam até Charn, um mundo muito antigo sem vida, onde acabam por libertar acidentalmente à feiticeira branca: Jadis. Depois de muitos acontecimentos, eles chegam a um mundo que estava sendo criado por Aslam: Nárnia. O livro também relata a origem do guarda-roupa, que é uma peça fundamental em toda a história, e como ele foi parar no nosso mundo.

 

O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa (1950)

O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa (em inglês: The Lion, the Witch and the Wardrobe) foi concluído no inverno de 1949 e publicado em 1950. Narra a história das quatro crianças, Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia Pevensie, que através de um antigo e misterioso guarda-roupa, chegam ao mundo de Nárnia, um exuberante país que enfrenta um terrível e prolongado inverno, imposto pela falsa rainha do país, Jadis (a Feiticeira Branca), e que já completava cem anos. Com a ajuda do grande e poderoso leão Aslam, os irmãos Pevensie devem derrotar a terrível feiticeira e trazer a paz de volta à Nárnia e a todos os que nela habitam. Após vencerem a guerra contra a bruxa, os irmãos se tornam reis de Nárnia, onde governam com muita Justiça durante vários anos. Por fim, quando já eram adultos, durante um passeio na floresta, os irmãos encontram uma passagem que os leva de volta àquele guarda-roupa, e eles voltam ao nosso mundo. Porém, enquanto em Nárnia haviam se passado vários anos, no mundo comum (o nosso) haviam se passado apenas algumas horas, e eles ainda eram crianças.

 

O Cavalo e seu Menino (1954)

O Cavalo e seu Menino foi concluído na primavera de 1950 e publicada em 1954, é a quinta fantasia da série a ser publicada, porém, é o terceiro livro em ordem cronológica, pois se passa na Era de Ouro em Nárnia (ou seja, durante o reinado dos irmãos Pevensie). Narra a história do cavalo falante Bri e do garoto Shasta, ambos detidos em cativeiro na Calormânia. Durante a fuga, estes descobrem que a Calormânia pretende invadir Nárnia através da Arquelândia. Agora eles devem impedir que este ataque ocorra, e para isto, passarão por incríveis aventuras, junto de Aravis e Huin.

 

Principe Caspian (1951)

Príncipe Caspian foi concluído no outono de 1949 e publicado em 1951, é o segundo livro da série a ser publicado, porém, o quarto em ordem cronológica. Narra o retorno dos irmãos Pevensie à Nárnia, lugar onde passaram 1.300 anos, enquanto que no nosso mundo esse mesmo período equivale a apenas um ano. Durante esse tempo, em Nárnia muitas coisas aconteceram: os telmarinos (Humanos que vivem em Telmar) invadiram Nárnia, desmatando os bosques e assassinando as criaturas narnianas. É nesse momento que os Pevensie conhecem Caspian X, um Bondoso príncipe telmarino. Após esse encontro, eles se unem para derrotar o falso rei de Nárnia, Miraz (tio de Caspian), o atual comandante destes massacres no país. Para este plano se concretizar, eles contam novamente com a ajuda de Aslam.

 

A Viagem do Peregrino da Alvorada (1952)

A Viagem do Peregrino da Alvorada foi concluído no inverno de 1950 e publicado em 1952, é o terceiro livro da série a ser publicado, porém, o quinto em ordem cronológica. Nesta fantasia, apenas Edmundo e Lúcia Pevensie retornam à Nárnia, além do seu incômodo e emburrado primo Eustáquio Mísero. Juntos de Caspian X (que já era o rei de Nárnia) e do rato Ripchip, eles viajam a bordo do navio Peregrino da Alvorada, na busca pelos sete fidalgos banidos por Miraz. Eles enfrentam diversos perigos e aventuras em inúmeras ilhas, e como sempre, contam com a ajuda de Aslam.

 

A Cadeira de Prata (1953)

A Cadeira de Prata foi concluído por Lewis na primavera de 1951 e publicado em 1953, é o quarto livro da série em ordem de publicação, o sexto em ordem cronológica, e o primeiro em que os irmãos Pevensie não aparecem. Nesta fantástica aventura, apenas Eustáquio Mísero e sua amiga de escola, Jill Pole, vão à Nárnia. Estando lá, eles devem encontrar o Príncipe Rilian, o filho desaparecido do rei Caspian X (agora, uma pessoa idosa à beira da morte). Com os conselhos de Aslam, Eustáquio e Jill devem percorrer Nárnia em busca de Rilian, e acabam por descobrir que o príncipe foi sequestrado e hipnotizado pela Feiticeira Verde, que planeja, através do próprio Rilian, tomar Nárnia.

 

A Última batalha (1956)

A Última Batalha foi concluída na primavera de 1953 e publicada em 1956, é a última fantasia a ser publicada, e também o último em ordem cronológica. Depois que a Calormânia, juntamente como seu líder Tash, invadem Nárnia, ocorre uma grande e violenta guerra. Aslam, então, decreta o fim de Nárnia, fazendo as estrelas descerem do céu, o Sol se apagar, e inundando todo o resto. Todos os Humanos e as criaturas boas e fiéis a Aslam, vão para o paraíso conhecido como País de Aslam. Lá, todos os "amigos de Nárnia" (os Pevensie, Caspian X, Eustáquio, Jill, Digory, Polly) se encontram, exceto Susana Pevensie, que havia “se esquecido” de Nárnia por causa das coisas materiais.

 

 Além dos livros, vale a pena conferir também os filmes produzidos pela Walt Disney “O Leão, A Feiticeira e O Guarda-Roupa”, “Príncipe Caspian” e o  último, “A Viagem do Peregrino da Alvorada”.

 

Durante toda a jornada, percebemos que todos os personagens buscam um sentido profundo para os acontecimentos e para as suas próprias Vidas, enfrentam suas fraquezas e aprendem a desenvolver as suas Virtudes. As crianças são Puras, Corajosas, Amigas e capazes de se superar e se doar pelos outros. O leão Aslam é Nobre, Virtuoso e Humilde, sempre pensando em toda a Nárnia. Todos os personagens enfrentam suas guerras internas e buscam dar o melhor de si mesmos. E tudo isso nos é passado através de experiências narrativas, de uma história bonita e cativante.

 

 

 

O talento de C.S. Lewis para nos passar ideias tão profundas, através de belas crônicas, é tão notável que vários são os estudos de sua obra. De acordo com Gabriele Greggersen (2006), mestre e doutora em História e Filosofia da Educação e autora de livros e diversos artigos sobre Lewis no Brasil, por trás da aparente simplicidade, existem ensinamentos filosóficos Universais, Profundos e Atemporais.

 

No momento em que nós vivemos, onde o vazio e a falta de sentido são sensações recorrentes entre as pessoas, que a ansiedade e o estresse já são tidos como normais, encontramos refúgios em histórias como essas que nos fazem lembrar da possibilidade de nos superarmos, do propósito de nossas vidas e da possibilidade que temos de sempre escolher e acreditar no melhor de nós mesmos, e no melhor da Humanidade.

 

 

 

As histórias de Edmund cedendo aos seus desejos e depois tentando consertar seus erros; de Luci sendo Corajosa, Pura e Amiga; de Susana sendo Inteligente e Amorosa, e de Pedro aprendendo a liderar, mexem com nossa imaginação porque elas tratam de uma coisa que todos nós achamos extremamente importante: o Sentido e o Propósito da Vida. Lewis sempre nos coloca a refletir sobre como Viver e como não viver, como lidar com o sucesso e com o fracasso, e como aprender a encontrar dentro de nós este lado mais Humano.

 

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