Conversando Com Um Morador de Rua

July 15, 2020

 

 

 

Existem situações que nos constrangem. Esse constrangimento tem diversas razões, mas uma em específico é a de quando encontramos com pessoas em situações extremamente desconfortáveis. O desconforto não vem da situação em si, mas por nos sentirmos impotentes frente à realidade que se apresenta diante dos nossos olhos. Um desses casos, infelizmente, ocorre com pessoas que moram na rua. Provavelmente você já sentiu esse desconforto que é não poder ajudar, de forma efetiva, alguém nessa situação. Geralmente culpamos o governo, a sociedade, às vezes até a própria pessoa por aquela incômoda situação, e justificamos a realidade desta maneira. Com essas justificativas, tentamos retirar de nossa consciência qualquer senso de responsabilidade com a dor do outro. Em parte, a bem da verdade, não estamos totalmente errados: provavelmente há causas sociais e decisões pessoais que levaram as pessoas para essa experiência, entretanto, será mesmo verdade que não podemos fazer nada quanto a isso e só nos resta assistir, passivamente, a esse eterno problema?

 

 

 

John Leitão, em seu canal do youtube, mostra que isso não é verdade. Sempre observamos apenas as condições materiais e ficamos restritos a elas. Às vezes achamos, ingenuamente, que a única forma de ajudar tais pessoas é pela via material, ou seja, dando um abrigo, alimento ou roupas. Podemos sim ajudar desta maneira, dentro das nossas possibilidades, mas acima disso, há uma forma de assistência que está para além do plano material, e é isso que John apresenta muito bem em seu vídeo. Dividir uma refeição, conversar sobre a Vida, sobre a história de cada um, brincar, dançar, fazer rir, mostrar-se presente e verdadeiramente interessado no outro. Em resumo: tratar dignamente as pessoas, oferecendo não apenas conforto físico, mas também psicológico. É disso que se trata o vídeo. Para além de qualquer estigma social, por trás do contexto em que vivem, as pessoas continuam sendo Seres Humanos e, portanto, também precisam de um aporte psicológico, seja isso traduzido em uma conversa rápida ou numa singela brincadeira de criança. São pequenos gestos que buscam aproximar duas realidades distintas, mas que se unem por um princípio de Fraternidade Humana.

 

 

É comum tentarmos tornar “invisíveis” as pessoas que vivem nas ruas , como se por um passe de mágica, ao fechar os olhos para o problema que está na nossa frente, isso fizesse ele sumir ou tornar-se menor. Ele não diminui, nós sabemos, mas ficamos com a consciência mais “limpa”, fingindo que não vemos. E se observarmos com atenção, este assunto não se trata somente de uma questão social ou de política pública, mas sim de um resgate de Valores Humanos. O desconforto que sentimos, o constrangimento em si, é porque sabemos que um Ser Humano, não importa seu passado ou o que fez, não merece viver sem Dignidade.

 


Se não podemos resolver o problema na sua raiz, se a solução não virá de forma rápida e eficaz, o que nos impede, então, de confortar e ajudar ao próximo, mesmo que não seja de forma material? O que John Leitão busca fazer, em essência, é resgatar esse Valor Humano inerente a nós. Por isso, é quase impossível não gostar da maneira que ele se apresenta em seus vídeos, dando visibilidade a quem, no dia a dia, é sumariamente esquecido. E seguindo esse exemplo, o que nos impede de buscarmos ter relações mais Humanas com todos a nossa volta e dedicarmos um pouco do nosso tempo para prestar atenção nas necessidades do outro? Sejamos, enfim, pessoas que cultivam esse espírito Fraterno, caminhando em direção a relações em que o Valor Humano prevaleça sobre qualquer outro.

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