O Vendedor de Sonhos

June 25, 2020

 

 

 

“Você não morre quando o coração para de bater, morre quando, de alguma forma, deixa de se sentir importante.” Essa é uma das frases do filme “O Vendedor de Sonhos”, um filme de 2016, dirigido por Jayme Monjardim. O longa metragem, que é baseado na renomada obra do psiquiatra Augusto Cury, conta a história de um famoso psicólogo que em uma situação limite tenta dar fim à própria vida, decidindo se jogar de um prédio. Em meio a esse estresse emocional, encontra nas palavras de um mendigo a força para desistir do seu ato e retomar sua vida. A partir desse fato, o psicólogo segue o sábio mendigo, que vai disseminando suas ideias ao longo da trama. A todo momento no filme, somos brindados com ensinamentos sobre a vida, que nos levam à reflexão sobre nossos princípios, crenças e como nos posicionamos diante dos nossos problemas individuais e sociais, da humanidade como um todo.

 

 

 

Para além de um livro de autoconhecimento, a obra de Augusto Cury traz reflexões sobre o modo de vida que levamos. O Vendedor de Sonhos é justamente aquele que dá aos desiludidos uma nova oportunidade, uma vírgula para que continuem a escrever sua própria história. Mas que sonhos são esses? O filme nos leva a refletir, principalmente, sobre o que desejamos e como percorremos o caminho para nos realizar. A grande desilusão, a qual o filme tenta retratar formidavelmente, é justamente correr atrás de um sonho que não é real, que não se realiza quando alcançado. O filme ataca, de forma voraz, o modo de vida da maioria das pessoas, no qual o sonho de ser “bem sucedido” muitas vezes obscurece nossa Humanidade, nossa capacidade de criar laços e, finalmente, esquecemos de todos à nossa volta. Essa mentalidade egoísta vai sendo desmontada a cada reflexão feita pelo sábio mendigo, que é chamado de “O Vendedor de Sonhos”.

 

 

 

Dentre várias frases e momentos impactantes do filme, destacamos aqui uma em que o vendedor de sonhos diz: “Um suicida não deseja se matar. Ele deseja, antes de tudo, acabar com sua dor”. Ao analisarmos essa ideia, perceberemos que, no fim, é assim que todos nós, sejamos suicidas ou não, nos sentimos: não queremos sentir dor. Quando a sentimos, queremos que ela passe logo. E se essa dor insiste por muito tempo, é capaz de afetar nosso equilíbrio emocional. Estas dores vão nos impactando, pouco a pouco, e se não a eliminamos, não entendermos sua verdadeira causa, vamos morrendo aos poucos. Nossos sonhos deixam de ser importantes, assim como nossas metas e objetivos. Nossos familiares, nossos amigos, tudo que amamos e desejamos vai perdendo as cores, os sabores. Nos esquecemos do nosso propósito de vida e passamos a apenas sobreviver, até que chega ao ponto em que passamos a  nos questionar se vale a pena continuar com tudo isso. 

 

 

 

Portanto, como diz a frase que iniciou esse texto, não morremos só quando nosso corpo para de funcionar, mas sim quando perdemos essa capacidade de nos sentir fortes e vivos, quando pensamos que não somos mais capazes de fazer a diferença. Morremos primeiro na psique, depois no corpo. “O Vendedor de Sonhos”, em síntese, trata de vender uma possibilidade: de mudar e observar a vida a partir de um novo patamar, um novo ponto de vista, mais elevado e Humano, para além do que nos exigem os padrões e formas atuais. O filme é um excelente alimento para a alma, especialmente nestes períodos em que o sentimento de Esperança precisa vibrar forte dentro de cada um de nós.

 

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