A Ciência Explicando os Sonhos

June 23, 2020

 

 

A mente humana guarda diversos mistérios, dentre eles poderíamos citar casos de vidências, premonições e intuições. Entretanto, há outros mistérios mais comuns a todos nós e que nos ocorre quase todas as noites: os sonhos. Achar uma definição para os sonhos é uma tarefa árdua, mas podemos falar que é tudo o que se “vê” e se “escuta” enquanto dormimos. Se bem que não estamos vendo com os olhos físicos e nem escutando com os ouvidos físicos durante os sonhos. É comum encararmos os nossos sonhos a partir de duas perspectivas: ou eles não fazem o menor sentido, e os esquecemos rapidamente, ou buscamos entender todos os elementos que os compõem. Há também crenças populares de que se sonhar com um determinado animal ou situação é porque algo irá ocorrer em sua vida. Mas, afinal, o que são os sonhos?

 

Os sonhos são um objeto de estudo da ciência há pelo menos dois séculos. Porém, desde a antiguidade já é atribuído um caráter especial a estes fenômenos. Em algumas culturas antigas, como a greco-romana por exemplo, os sonhos poderiam ser uma mensagem dos Deuses ou até mesmo a visão de um acontecimento futuro. No Oriente Antigo os sonhos também foram vistos como uma forma de comunicação entre o indivíduo e seus antepassados já falecidos.

 

 

Afastando-se um pouco dessa perspectiva, no ramo da psicanálise, o primeiro a debruçar-se sobre os sonhos foi Sigmud Freud. Para Freud, os sonhos são formas de expressão do inconsciente, são representações de nossos desejos reprimidos. Logo, os sonhos representariam tudo o que buscamos evitar em nosso cotidiano, por isso muitas vezes os consideramos difíceis de compreender e de aceitar, pois nossa mente consciente reprime tais desejos e pensamentos quando estamos acordados, devido a alguma pressão social ou algumas crenças morais.

 

Na visão de alguns cientistas, os sonhos têm um caráter de consolidação da memória. Então as vivências que tivemos em uma dia, as percepções e pensamentos, confluiríam para a fixação das experiências em um sonho. Tais estudos se iniciaram nos anos 1950 e vêm sendo desenvolvidos desde então, mas ainda não há um consenso sobre o que seriam os sonhos: um procedimento puramente biológico, feito de forma automática pelo nosso cérebro ou uma percepção mais sutil, que só tem relação com a psique e não depende do corpo físico?

 

 

Um outro psicanalista estudou fortemente os sonhos: Carl Jung. Para Jung, os sonhos carregam símbolos, sendo a forma que nossa psique tem de lidar e regular as situações vividas. Dessa maneira, os sonhos seriam símbolos da nossa própria existência, elementos que muitas vezes encontram-se difusos e pouco ordenados em nossa mente. Se observarmos por essa ótica, todo sonho tem uma lógica e devemos desvendá-lo para conseguir entender a mensagem que está sendo transmitida ali. Perceber os elementos que estão sendo postos, as situações e sensações advindas de um sonho pode ser uma ferramenta útil para nosso autoconhecimento. Quantas vezes fomos, por exemplo, dormir com raiva, e sonhamos com uma cena que nos remeteu a essa emoção? 

 

Às vezes, um pequeno detalhe do nosso dia, que não damos tanta atenção, mas que acaba se expressando quando dormimos, geralmente nos mostra que aquilo nos marcou de forma inconsciente. Os sonhos, nessa perspectiva, nos auxiliam a processar as emoções e pensamentos que se encontram desordenados dentro de nós. É como uma tentativa de nossa psique de encontrar equilíbrio. 

 

 

Podemos até ignorar estas mensagens e relegar os sonhos ao campo do esquecimento ou pensar: “é apenas algo que nossa mente produz e não tem sentido nenhum”, mas fazer isso é obscurecer uma parte de nós que continuará a existir, mesmo que a gente insista em não conhecê-la. 

 

Com relação aos sonhos, nossa sociedade já passou do extremo da superstição irracional, para a negação materialista dos planos mais sutis. Já está na hora de equilibrarmos esses conhecimentos e aplicá-los em nossas vidas. Devemos tentar aprender com os nossos sonhos, pois eles revelam muito sobre nós mesmos, por isso podemos utilizá-los como ferramenta para o autoconhecimento e para nos tornarmos Seres Humanos melhores.

 

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