O Fim do Universo

May 26, 2020

 

 

De onde eu vim e para onde eu vou?
 

Este é um questionamento que já esteve presente na mente de qualquer indivíduo consciente. Mesmo as crianças já se questionam sobre o mistério dos inícios, quando fazem aquela pergunta constrangedora a seus pais: ”De onde vêm os bebês?”. E não leva muito tempo até que elas também se deparem com o mistério do fim: “Todo mundo morre?”.

 

 

 

Com o passar do tempo, nossa mente fica cheia de coisas “mais importantes”, e esses questionamentos vão sendo substituídos pelas preocupações com as contas para pagar, a roupa para comprar e com as opiniões de pessoas que eu nem conheço, mas que contam como “curtidas” numa rede social qualquer.

 

Mas mesmo quando nos alienamos desses mistérios, eles continuam lá: eternos e imutáveis, sempre aguardando uma mente que ouse se aproximar deles. Quando nos questionamos sobre a origem dos bebês, na verdade estamos apenas dando os primeiros passos. Depois disso seguem os questionamentos: De onde vêm os seres humanos? Qual a origem da vida? Como surgiram os planetas? E o Universo? E a matéria? E o tempo-espaço?

 

 

 

Os mitos, a filosofia e a ciência já nos ofereceram várias explicações para esses enigmas ao longo da história. A mais aceita atualmente é a Teoria do Big Bang, que diz que, em um passado muito distante, toda a matéria existente no Universo hoje estava totalmente comprimida em um único ponto, chamado de “Singularidade”. Talvez a explicação não fique muito clara, então vamos fazer um exercício de imaginação: olhe para o seu corpo e para os objetos ao seu redor. Depois olhe para a janela e veja tudo o que a paisagem apresenta. E se estiver de noite, melhor ainda, você pode apreciar esses pontinhos no céu e imaginar como são as coisas lá, como elas seriam enormes se pudéssemos ver de perto. Além disso tudo que podemos ver a olho nu, existem bilhões de outros “pontinhos” como esses, mas que não podemos enxergar nem mesmo com equipamentos avançados. Agora, imagine quantos átomos existem em todos os corpos do Universo. Qual seria a soma de todas as partículas subatômicas? Pois é, a chamada singularidade é o ponto no passado onde tudo isto estava unido, concentrado em um único ponto. Ou seja, por mais distantes que estejam as estrelas no céu, ou por mais diferente que seja aquela pessoa que você não acha nada agradável, houve um tempo em que todos éramos uma coisa só.

 

Apesar da falsa guerra que muitos tentam criar entre filosofia, ciência e religião, a teoria científica do Big Bang, que foi formulada por um padre, Georges Lemaître, coincide com a interpretação simbólica dos mitos das mais diversas culturas, e também com antigas escolas filosóficas do oriente que ensinavam o que se conhece hoje por “esoterismo”. 

 

 

 

Será que isso que a ciência nos revela hoje não é a mesma coisa que Cristo, Buda e tantos outros mestres do passado queriam nos ensinar? “Somos Um”. Se nos aprofundarmos com a mente e o coração abertos nessa ideia, sem dúvida alguma mudaremos a nossa forma de ver o mundo e também a nossa relação com as outras pessoas e com a Natureza. 

 

Tudo isso nos revela muito sobre o mistério dos inícios… Mas, e o mistério do fim? Já que tudo o que existe no Universo tem um nascimento e uma morte, será que o próprio Universo, que um dia nasceu, também vai encontrar o seu fim? 

 

No vídeo abaixo, Pedro Loos do canal Ciência Todo Dia nos dá um excelente direcionamento para compreendermos melhor este mistério:

 



Geralmente, quando pensamos no fim, tendemos a ficar tristes, com uma sensação de que esse tipo de experiência não deveria existir. Ora, quem é que gosta dos finais? Quem gosta da morte? Sem dúvidas essa não é uma experiência que nos agrada muito, mas já que ela faz parte da realidade, será que nós não deveríamos refletir um pouco mais, ao invés de temer esses questionamentos?

 

Se pararmos para observar, a morte, ou o fim, está presente em todas as coisas. A todo o momento, células estão nascendo e morrendo em nosso corpo. Árvores secam enquanto novas sementes brotam. Em todas as galáxias, algumas estrelas se apagam, enquanto outras nascem e irradiam luz e calor a tudo ao seu redor. E na nossa experiência humana, não é somente quando nosso coração para de bater que presenciamos a morte. Na verdade, todos os dias coisas tem o seu fim. O filme que você assistiu, a refeição que você fez, às vezes um relacionamento com uma pessoa querida, e mesmo o próprio dia, se encerra quando deitamos em nossas camas e “morremos” por algumas horas. 

 

 

Essa ideia de que o próprio Universo terá um fim é bem impactante, mas talvez não devêssemos encarar isso com tanta tristeza, pois o “bom” ou o “ruim” é muito relativo. O mestre egípcio Hermes Trismegisto dizia: “O que está em cima é como o que está embaixo”, e seguindo esta mesma linha de pensamento, muitas tradições dizem que o Universo como um todo também é um ser vivo. Assim como muitas células formam o nosso corpo biológico, e bilhões de microorganismos vivem dentro dele, nós, os planetas, as galáxias, seríamos células ou órgãos deste grande corpo que é o Universo.

 

Dando sequência nesta reflexão, quer dizer que, para compreendermos melhor essa morte do Universo, podemos olhar para nós mesmos, que somos “pequenos universos”, e tentar entender como esse mistério do fim se manifesta em nós. Todas as noites, quando vamos dormir, não ficamos nem felizes e nem tristes simplesmente pelo dia ter acabado. Geralmente refletimos sobre como foi o nosso dia, e independente de qualquer coisa, existe um pensamento que pode trazer um sereno sorriso para nossos lábios: “Esse dia valeu a pena!”. O mesmo vai acontecer quando estiver próximo do fim dessa vida. Iremos refletir sobre tudo o que passou e, tomara que possamos dizer: “Essa vida valeu a pena!”

 

 

 

Talvez seja muita ousadia da nossa parte, mas vamos imaginar que este misterioso ser que tem todo o Universo como corpo, quando estiver perto da sua morte, também irá refletir sobre toda a sua existência. Desde aquele momento em que tudo era condensado na singularidade, passando pelo surgimento das galáxias, das estrelas, das diferentes formas de vida… E durante esta reflexão, ele vai pensar em você que está lendo isso agora: Como foi a sua vida? Seus dias valeram a pena? Você foi feliz com essa existência?

 

Então, para que o Universo tenha um sentido, cada um de nós precisa dar sentido às nossas vidas, cada um de nossos dias deve valer a pena. E olha no relógio, ainda dá tempo. O que você vai fazer para que o dia de hoje valha a pena?

 

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