O Mágico de Oz

March 24, 2020

 

O Fantástico Mágico de Oz é daquelas histórias que fascinam gerações trazendo mensagens que parecem ser para crianças, mas que no fundo, servem para qualquer fase da vida. Seja o romance infantil, escrito por L. Frank Baum, de 1900, seja no filme clássico de 1939, ou mesmo nas releituras mais atuais, quem nunca se identificou com Dorothy e seu desejo de conhecer o mundo em busca de um lugar mais cheio de cores e magias? Quem nunca desejou percorrer a estrada de tijolos amarelos?

 

 

 

A história é um conto americano fantástico, no qual a personagem principal, Dorothy é levada por um ciclone, junto com a casa inteira e seu cachorro, para uma terra muito, mas muito distante. Ela é órfã e é cuidada pelos seus dois tios, Henry e Em. 

 

Neste ponto da história, Dorothy almeja viajar pelos confins do mundo para fugir de problemas com seus vizinhos e porque acredita que encontrará lugares mais encantadores e pessoas que a compreendam melhor. Se pararmos para pensar sobre os nossos dias atuais, perceberemos que esta não é uma ideia tão distante. Hoje em dia ainda é comum acreditarmos que a grama do vizinho é mais verde, e que nossa felicidade estará para além do arco-íris.

 

 

 

Por conta deste ciclone, e como deseja intimamente, Dorothy vai para um país encantado em que há vários personagens curiosos, anões, árvores falantes e quatro bruxas: duas boas e duas más. A casa de Dorothy, que veio no tornado, cai justamente em cima da Bruxa Má do Norte, que escravizava a todos os seres que lá viviam. Por conta deste incidente, todos tornam-se livres e Dorothy, como recompensa, ganha seus sapatos vermelhos mágicos, mesmo sem saber para que servem, e  um beijo enfeitiçado de proteção da Bruxa Boa do Leste. 

 

Em nossas vidas, também não somos assim? Muitas vezes temos potenciais latentes; uma capacidade de superação, uma inteligência para escolher o melhor numa situação difícil, uma simpatia que abre portas; que são nossas armas mágicas na vida, mas muitas vezes nem sabemos que temos ou não sabemos usá-las.

 

 

 

 

Mesmo diante de todo este universo fantástico, o que Dorothy quer é voltar para casa, para junto de seus tios, que ela acredita estarem preocupados com seu sumiço, para junto dos seus amigos e da vida que tinha no Kansas.

 

A boa bruxa então, informa-a que para voltar para casa, somente o mágico de Oz poderá ajudá-la, mas para encontrá-lo, ela deve seguir pela estrada de tijolos amarelos e chegar à Cidade das Esmeraldas. Aqui começa a aventura de Dorothy. Munida de sua arma mágica e de toda vontade de quem sabe aonde quer chegar, nossa heroína encontrará muitas provas no caminho.

 

 

 

 

Na Estrada de Tijolos Amarelos ela encontra o espantalho, que faria de tudo para ter um cérebro, já que fora confeccionado para ficar apenas no meio do milharal, espantando os corvos. Percebemos logo que o Espantalho nos é familiar… Antes de Dorothy embarcar na aventura de Oz, ainda no Kansas, um dos seus amigos da fazenda, o mais esperto, nos lembra justamente do novo amigo de Dorothy que deseja um cérebro. Durante toda a aventura, as melhores ideias vêm do próprio Espantalho, nos levando a questionar se ele realmente já não tinha inteligente. 

 

Depois Dorothy encontra um homem de lata que desejava recuperar seu coração que fora retirado por uma feiticeira. Novamente reconhecemos neste personagem metálico um dos amigos da moça, que trabalha na fazenda. Em todo o percurso da estrada de tijolos amarelos, é do Homem de Lata que surgem as maiores lições de sentimentos, de generosidade.

 

E finalmente ela encontra um leão medroso, que precisava desesperadamente de coragem, pois tinha medo até de pequenos animaizinhos, mesmo sendo sempre visto como o invencível rei da selva. Mas aos poucos vamos percebendo que as atitudes que mais exigem coragem, são tomadas pelo leão “cheio de medo”.

 

 

 

E então, cada um dos aventureiros acabam desenvolvendo as virtudes que almejam nas provas que surgem durante o caminho rumo a Oz. Cada situação que acontece, cada infortúnio, cada desafio vão moldando e permitindo que a inteligência, o amor, a compaixão e a coragem possam florescer. Eles passam por diversas provas para poderem continuar a caminhada, e fica bem clara a lição que a obra quer transmitir: é a soma dos dias que traz experiência, vivência e aprendizado. No fundo, cada um tinha dentro de si a semente apropriada para germinar tudo aquilo que tanto queriam. Cada um tem que reconhecer em si suas potencialidades e suas debilidades, e assim, caminhar em busca de se tornar sua melhor versão. Todos temos boas sementes, algumas mais escondidas, que precisarão de um trabalho mais árduo para se desenvolver. Outras que precisam apenas de algumas gotas de paciência e determinação. 

 

Os nossos quatro buscadores de virtudes, depois de tantas aventuras, finalmente chegam à Cidade das Esmeraldas, e lá encontram o famoso mágico. Porém, eles descobrem que, na verdade, o mágico também era um buscador que chegou àquelas terras e se perdeu no mundo encantado, esquecendo de seu propósito. No fim, quase sem esperanças,  todos percebem finalmente que tudo que buscavam eles já possuíam, já haviam conquistado por mérito durante toda a aventura.

 

 

 

 

A estrada de tijolos amarela assemelha-se à jornada da vida: a direção que se toma em busca de um objetivo, vem com desafios e percalços, mas sempre traz diversos ensinamentos, que vão muito além do que inicialmente se buscava, desvelando sempre mais de nós mesmos. A batalha, na verdade, é escolher pelo melhor que há em nós mesmos, e saber, assim como Dorothy soube ao bater seus tornozelos dentro dos sapatos de rubi, que "Não há lugar como nosso lar", este lar, que pode ser entendido, como sendo nossa casa interior, o nosso Ser. Em outras palavras, o “Mágico de Oz” nos ensina que não há nada mais valioso do que ser quem nós já somos.

 

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