O Que Você Sabe Sobre Anos Bissextos?

February 28, 2020

O ano bissexto acontece a cada quatro anos e tem duração de 366 dias, diferentemente dos demais que têm 365 dias. A inclusão de um dia foi feita para aproximar o calendário ao movimento de translação da Terra, tempo que o planeta leva para dar a volta no Sol, que é de 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 56 segundos. Essas horas que ultrapassam os 365 dias são compensadas a cada quatro anos, no dia 29 de fevereiro. Em outras palavras, a cada ano, ficam acumulas praticamente 6h no ano, por isso, a cada 4 anos (4 x 6h = 24h), adicionamos um dia no final do mês de fevereiro.

 

O ano bissexto foi adotado no governo de Júlio César, cerca de 50 anos a.C., na Roma Antiga, para ajustar o ano civil ao ano solar. No entanto, a escolha do dia 29 de fevereiro para ser acrescido a cada quatro anos só passou a vigorar em 1582, com o calendário gregoriano.

 

O vídeo abaixo traz uma boa e simples explicação:

 

 

Como surgiu o ano bissexto?

Uma lenda dizia que o primeiro calendário romano tinha sido criado por Rômulo, o fundador de Roma, contando com 304 dias divididos em 10 meses. Posteriormente, o sucessor de Rômulo, Numa Pompílio, criou um novo calendário em que o ano era composto por 355 dias, acrescentando-se dois meses à contagem.

O calendário romano passou a ser luni-solar e teve a adoção de um mês extra, chamado de  mensis intercalaris, a cada dois anos para que houvesse o alinhamento com o ano solar. No modelo instituído por Numa Pompílio, o ano começava em março e terminava em fevereiro.

Cada mês dividia-se em três períodos:

  • Calendas: primeiros dias do mês

  • Nonas: meio do mês

  • Idos: últimos dias do mês

 

 

Calendário Juliano

Séculos depois, com a diferença entre o calendário da época e o ano solar, o ditador romano Júlio César solicitou ao astrônomo Sosígenes que encontrasse uma maneira de diminuir tal disparidade. Sosígenes baseou-se no que foi adotado pelos egípcios e definiu 365 dias regulares e um adicional a cada quatro anos, criando, assim, o calendário juliano.

 

O calendário juliano dividiu os 365 dias em 12 meses e, por não ser uma divisão exata, alguns meses ficaram com 30 dias e outros com 31. Algumas regras definidas pela Astronomia foram adotadas, como cada mês abranger as quatro fases da Lua.

 

Com o fim da adoção dos anos intercalares, o primeiro e o último mês do calendário juliano passaram a ser janeiro e dezembro, respectivamente. Além disso, as estações do ano passaram a ter datas definidas para início: oitavo dia antes do início dos meses de abril, julho, outubro e dezembro.

 

Origem do termo “bissexto”

Como a contagem dos dias era feita de forma regressiva: faltam três dias para as calendas, por exemplo, o dia adicional do ano bissexto foi incluído em fevereiro, conforme a determinação de Júlio César: 'ante diem bis sextum Kalendas Martias', termo em latim que significava a repetição do sexto dia antes das calendas de março (1º de março), “repetindo” o dia 24 de fevereiro, daí a origem da palavra bissexto (duas vezes seis).

 

Ano da Confusão

O calendário juliano foi adotado, mas ainda havia uma diferença de 80 dias em relação ao ano solar. Para solucionar o problema da contagem, Júlio César determinou que o ano 46 a.C. tivesse 455 dias, o que rendeu ao período o nome de Ano da Confusão.

 

 

Calendário gregoriano

Em 1582, o Papa Gregório XIII fez mudanças para que a diferença entre a duração do ano e o calendário fossem minimizadas, esse calendário ficou conhecido como gregoriano e é o que utilizamos até hoje.

29 de fevereiro é o dia adicional do ano bissexto.

 

A reorganização das datas mudou o dia adicional dos anos bissextos de 24 para 29 de fevereiro. Além disso, assessorado pelo astrônomo Christopher Clavius, o papa determinou que o dia posterior a 4 de outubro de 1582 fosse 15 de outubro, supressão de dias que ficou conhecida como “dias que nunca aconteceram” ou “dias perdidos”, diminuindo a diferença de 11 dias que havia sido gerada desde o período juliano para que o calendário pudesse ser ajustado.

 

 

Como são calculados os anos bissextos?

O primeiro cálculo dos anos bissextos foi definido no período juliano. O astrônomo responsável definiu que um dia fosse acrescentado ao mês de fevereiro a cada quatro anos. Após a morte de Júlio César, nem todos os anos bissextos foram de quatro em quatro anos, alguns ocorreram a cada três, o que gerou um excesso de dias. Para contornar o excesso de dias criados pela contagem incorreta, o imperador Augusto César determinou que entre 12 a.C. e 8 a.C. não houvesse a presença de anos bissextos no calendário juliano.

 

Para nós que já estamos acostumados com a contagem de dias e anos de forma adequada, parece ser algo simples, porém, como a história mostra, sempre foi um grande esforço para que a humanidade contasse o seu tempo em harmonia com a Natureza. A busca por esta harmonia sempre foi algo muito valorizado por todas as grandes culturas, do Ocidente e do Oriente, pois entendiam que as Leis Naturais são as verdadeiras líderes e governantes de tudo, se nós as desrespeitarmos, seremos muito prejudicados.

 

Isso nos faz refletir: Será que hoje, com toda essa facilidade e conforto que possuímos, ainda temos o mesmo respeito que aqueles antigos povos possuíam pela Natureza? 

 

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