Fechamento de Ciclos


(Créditos: Rápido no Ar)


A Vida é uma grande mestra, e uma de suas lições nos ensina que tudo o que existe se estrutura dentro de um sistema de ciclos encadeados harmonicamente. Todas as coisas na Natureza passam pelas fases do nascimento, do desenvolvimento, da morte e do renascimento. Cada espécie tem a sua singularidade e participa da Harmonia do todo, como instrumentos de uma orquestra. Dizem que é nesse grande fluxo em movimento que cada espécie vai trilhando a sua evolução.


Ao considerarmos que nada está parado, que tudo se transforma o tempo todo e todo o tempo dentro da unidade da vida, passamos a compreender que a mudança é uma condição necessária e vital para o desenvolvimento de qualquer espécie, inclusive a nossa, a humana. Imaginemos como seria estranho se quiséssemos vestir as nossas roupas de criança depois de adulto, ou se tivéssemos que voltar aos primeiros anos de estudos depois de formados? A nossa estrutura anatômica já não seria mais a mesma, e voltar a aprender o ABC e a fazer somas simples não representaria nenhum avanço. Assim como a nossa estrutura física, nossa mente também cresce e se expande a cada momento de nossas vidas.

(Créditos: Portal Leouve)


Assim, todas as vezes que ignoramos a lei de mudança permanente, lei esta, que possibilita a chegada e a partida dos ciclos da vida, tendemos a querer nos manter inertes, cômodos e confortáveis no lugar em que nos encontramos. É como se uma espécie de memória mineral, “aquela que se encontra nas pedras”, a inércia, nos estagnasse em um lugar no tempo e no espaço e quando isso acontece, perdemos o “time” da vida. Perdemos a capacidade de visão e renovação que a mesma nos oferece, e terminamos ficando rígidos, envelhecidos e desconectados da vida.


É claro que compreender essa dinâmica e encontrar essa harmonia, nem sempre é tarefa fácil. Quem nunca sofreu por ter que mudar de trabalho ou de cidade? Quem nunca sofreu com o fim de uma relação amorosa ou de uma amizade de longos anos? Para enfrentar esses processos é preciso desenvolver habilidades e, principalmente, resiliência para aceitar o que não se pode mudar. Já diziam os antigos filósofos estóicos: “Há coisas que dependem de nós, e coisas que não dependem de nós”. Por isso, resistir à mudança das coisas não é inteligente. Entretanto, por mais que possam ser difíceis, esses momentos são os mais férteis para fazermos uma auto avaliação, uma reorganização das ideias, para repensar as nossas posturas diante das coisas. O movimento e os ciclos são as chaves da manutenção da vida. Na natureza, podemos contemplar a beleza do brotar de uma semente, e imaginar como aquela vida vai crescer e se desenvolver, até gerar novos frutos, com novas sementes, de onde surgirão novas vidas. Porém, muitas vezes nos esquecemos que estas sementes só podem brotar num terreno fértil, que geralmente tem matéria em decomposição, de outras plantas e animais que já morreram.


(Créditos: Dora Rodrigues)


Conosco não é diferente, nós, indivíduos, somos seres itinerantes na trajetória da vida. E isso nos exige maturidade para olhar e respeitar a Lei dos Ciclos se quisermos caminhar em direção aos seus mistérios. Por isso, neste eterno devir, as coisas passam, e é importante que elas passem mesmo para que outras coisas possam surgir, trazendo novas experiências e aprendizados. Desprender-se do passado nos possibilita escrever novas histórias a serem compartilhadas pelos demais, não há nada mais nocivo a condição humana do que querer ficar sempre preso ao ontem. Em cada etapa da vida, devemos estar conscientes de que a única coisa constante no Universo é a mudança, e que isso possa nos trazer o entusiasmo para trabalhar na construção de nós mesmo, sempre oferecendo o nosso melhor em todas as oportunidades que a vida nos trouxer.


Diante disso, entender, aceitar e até curtir os começos e fins de ciclos é o que deve ser feito para se harmonizar ao movimento dessa Vida Una, que pulsa em cada ser. Para alcançar a sabedoria na Arte de Viver, precisamos compreender o tempo de cada coisa, o momento de abertura e de encerramento. E isto não é somente um conhecimento intelectual, não vive bem quem possui vários conhecimentos, mas sim quem vivencia a vida com a sua inteira completitude.


Passar pelas etapas da vida requer coragem para deixar para traz tudo o que é desnecessário para a fase seguinte, entendendendo que aquilo que lhe foi útil e essencial num momento, pode se tornar um peso desnecessário em outro. Assim, é preciso estar aberto e atento às necessidades, perceber as oportunidades e o que será preciso conquistar como passaporte da próxima etapa. Não há sentido de vida se não houver conexão com as suas leis e o respeito por elas. Então, que deixemos nos banhar por essa magia de renovação de ciclos.


(Créditos: Revista Comuna)


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