Os Limites da Visão Humana

November 12, 2019

 

 

“Tudo tem sua beleza. Mas nem todo mundo consegue enxergá-la.”  Confúcio

 

Quantas vezes em nossas vidas não nos deparamos com cenários de tirar o fôlego: um nascer do sol, uma flor, um céu estrelado à noite, uma criança sorrindo…Nessas horas apreciamos a beleza, mas não lembramos de que é graças à nossa visão que conseguimos enxergar tantos elementos.

 

 

 

 

No pôr do sol às vezes observamos uma coloração mais alaranjada, outras vezes mais rosa ou arroxeada, ou azul… Tonalidades de cores sempre muito diversas e que mudam de acordo com a luz e o local. Essas simples percepções de cores e tons acontecem graças a dois tipos de células específicas da nossa retina: os cones e bastonetes.  Curiosamente, apesar de termos essas mesmas células, às vezes nossa visão nos prega peças, e um mesmo objeto pode ser visto por cores diferentes. Quem lembra da polêmica de alguns anos atrás do vestido branco e dourado que para alguns aparecia como azul e preto?

 

 Quais cores você enxerga?

 

Apesar de nossos olhos agirem como máquinas perfeitas, a nossa visão não é 100% confiável. Existem ilusões de ótica, ângulos, luz, e uma série de outros fatores que podem distorcer a imagem que visualizamos. E que bom que isso acontece! Pois, se existem incontáveis coisas belas no campo visível, imagine a beleza do invisível! A Natureza sempre bondosa conosco, nos deu uma visão necessária para sobrevivência e evolução, porém limitada, para que possamos ir atrás do invisível, para que possamos desenvolver a imaginação, enxergar ideias. 

 

O grego Platão nos ensinou através de sua filosofia que as coisas que percebemos com os sentidos, são simplesmente sombras de uma realidade muito mais duradoura. Ou seja, a beleza do mundo material, que enxergamos com nossos olhos físicos, é infinitamente inferior à verdadeira Beleza que existe num plano superior, num plano espiritual, no Mundo das Ideias. Na obra, “O Banquete”, o personagem Sócrates argumenta no diálogo que a Beleza é um atributo divino, e que todos os humanos estão em busca dela. Porém, a pessoa vulgar só é capaz de perceber a beleza dos corpos, mas não nos níveis mais sutis, como por exemplo: Na experiência e sabedoria de um ancião; Na bondade de um ato generoso;  Na harmonia das forças da Natureza; Na nobreza de um indivíduo que não se corrompe, etc.

 

 (Créditos: Mundo Educação)

 

Já dizia o ditado que “os olhos são as janelas da alma”… Não seria uma dica sobre o invisível por trás do visível?  Se os objetos concretos trazem consigo beleza, imagina a beleza da ideia que os gerou. Vivemos num momento em que todas as nossas atenções estão para as aparências, e esquecemos da importância das essências. Será que não estamos dedicando nossa energia de forma contrária e nos focando somente naquilo que os olhos físicos podem ver? 

 

Lembremos o que Exupery nos ensina com o Pequeno Príncipe: “O essencial é invisível aos olhos”. Então, vamos tentar enxergar melhor o mundo com os olhos da alma.


 

 

 

 

 

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