Ainda há Honestidade em nosso Povo

October 16, 2019

 

 

(Créditos: Diocese de Barretos)

 

É muito comum falar sobre os problemas da nossa sociedade, e como vivemos uma grave crise de valores. Nossos governantes são corruptos, mas posturas muito semelhantes podem ser vistas no cotidiano das pessoas. Os congressistas não têm respeito pelo dinheiro público, mas se observamos como são tratadas as praças e os demais espaços públicos, percebemos que este é um problema generalizado.

 

Além de comum, é muito fácil falar dos problemas e defeitos morais da sociedade brasileira, mas será que este hábito não está apagando a nossa capacidade de perceber e valorizar as qualidades do nosso povo? Sobre o “jeitinho brasileiro”, nada precisamos falar, pois todos conhecem bem esta tendência de querer burlar regras e tirar vantagem das situações. Mas e a dignidade, a honestidade, a compaixão e tantas outras virtudes que ainda resistem bravamente no coração de nosso povo… Quando vamos falar sobre isso?

 

Neste vídeo, o sempre alegre John Leitão faz um teste de honestidade com várias pessoas na rua. Quantas passaram? Quantas reprovaram? Confira:

 

 

 

O que você achou do resultado? Ficou surpreso? Não é estranho que a honestidade nos surpreenda? Claro que podem argumentar que foram poucas pessoas testadas e, se continuasse, com certeza alguém tentaria passar o cego para trás. E isso provavelmente é verdade, mas a questão aqui é outra. O que John faz neste, e em vários outros de seus vídeos, é mostrar que ainda há virtude, ainda há bondade no coração das pessoas. Por isso, ainda há esperança para o nosso país.

 

Imagine que os valores de um indivíduo ou de uma nação são como um jardim. Existem flores e existem ervas daninhas. Quais vão prevalecer no jardim? Aquelas que forem mais cultivadas, claro. E ainda existe um problema adicional: as ervas daninhas crescem espontaneamente, e a flores precisam de muito cuidado e atenção. Então fica o questionamento: como podemos cultivar essas flores de virtude e moral dentro de nós e de nosso povo?

 

Vamos pegar como exemplo nações que costumamos admirar em alguns aspectos. Ora, quem nunca ouviu os relatos de turistas que viajam para os EUA, para países europeus ou para o Japão? Com certeza você já ouviu algo do tipo: “Lá as coisas funcionam”, “Lá a mentalidade é outra”, “Lá as pessoas têm mais respeito”. O que há de tão diferente na constituição física e psicológica de um brasileiro e um estadunidense, um europeu ou um japonês? Nada de relevante, até porque se, um brasileiro for criado em alguma dessas culturas, ele se comportará de forma muito parecida. Então, a resposta deve estar justamente na “Cultura”. Quando encontramos a origem desta palavra, que vem do latim “colere”, que quer dizer “ato de plantar e cultivar plantas”, a nossa analogia com o jardim fica perfeita.

 

Então, vamos analisar o que esses povos cultivam em suas culturas. Nas obras de ficção americanas, sempre vemos o herói que se sacrifica pelo país, vemos atos de coragem que são recompensados com uma vitória do “lado do bem” no fim do filme. Nas obras europeias, é comum perceber a presença da questão política, e como eles respeitam a estrutura social, pois sabem bem quais são as consequências de uma sociedade desestruturada pelas guerras. E os japoneses? Nem precisamos falar dos exemplos de honra e dignidade que acompanham suas obras, desde os antigos filmes de Kurosawa, até os animes para crianças de hoje em dia.

 

 

(Créditos: Canal Ciências Criminais - JustBrasil)

 

E as obras brasileiras, como elas retratam o nosso povo? Como são os nossos protagonistas? Geralmente estão na linha do Macunaíma, o herói sem caráter. Onde estão as obras que retratam a nobreza e sabedoria de Dom Pedro II, ou a bravura do guerreiro indígena Ajuricaba, ou o amor e a entrega aos necessitados de Ana Neri?

 

Será que nos países que consideramos “evoluídos” não existem pessoas corruptas e desonestas? Claro que sim. A diferença é que as suas práticas e seus defeitos não são considerados parte da identidade de um povo. Muito pelo contrário, eles são rechaçados como uma infecção que não faz parte do corpo. No nosso caso, geralmente fazemos o contrário. Quando vemos um caso de desonestidade pensamos: “O brasileiro é fogo!”, e quando nos deparamos com exemplos de virtude e nobreza pensamos que algo está errado, e que isso não tem nada a ver com o Brasil. Ou seja, estamos cultivando ervas daninhas e matando nossas flores.

 

 

 

(Créditos: Canção Nova - Formação)

 

Como já diziam os antigos, nada acontece no mundo físico se não acontecer antes no mundo mental. Então, nós precisamos, antes de qualquer coisa, compreender qual é este ideal brasileiro, qual é o ápice que podemos alcançar enquanto nação. Não nos referimos a um ápice econômico, pois isto é totalmente superficial, mas sim a um ápice civilizatório e moral. Basta ver o exemplo dos japoneses, vejam como eles foram dizimados economicamente, mas se reergueram, pois é um povo com muita riqueza interior, muita riqueza moral.

 

Uma vez identificado este Ideal Brasileiro, estas virtudes que estão presentes de forma latente, como sementes no coração de nosso povo e que podem se tornar grandes árvores, precisamos reconhecê-las como sendo esta a nossa Identidade. É necessário que digamos: “Isso é o que nós somos. Isso é ser brasileiro”, e quando diante de um defeito, ainda que ele seja comum, precisamos afirmar “Isto é uma doença que não faz parte de quem nós somos. Isto não tem a ver com a nossa identidade.”.

 

Claro que isto é um sonho, mas não subestime o poder de um sonho, pois são eles que movem a história. Inclusive, por que não começar a realizá-lo agora mesmo? Neste simples exemplo mostrado no vídeo, veja a beleza da honestidade desses brasileiros e diga para você mesmo: “É isto o que nós somos!”. Agora que esta é a nossa verdade, vamos honrá-la com a prática!

 

 

 

 

(Créditos: Pensador)

 

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