A Vida em Si - Life Itself

October 1, 2019

 

                                        (Créditos: Ingressos.com)

 

Escrito e dirigido por Dan Fogelman, criador da série This is Us, “A Vida em Si” (Life Itself) lançado em setembro de 2018, conta com nomes de peso do cinema como Antônio Banderas, Samuel L. Jackson, Olivia Wilde e Oscar Isaac. O filme conta a história de uma família ao longo dos anos, narrando os eventos marcantes vividos e como estão conectados com outros personagens da trama. Assim como a série, o longa nos fornece reflexões sobre a vida e seus altos e baixos. Apesar de haver semelhanças com a série, a produção cinematográfica recebeu várias críticas pela condução da ideia, já que na série há muito mais tempo para desenvolver melhor os perfis dos personagens. Apesar das críticas, “A Vida em Si” permanece sendo uma obra de importância para questionamentos e identificação de vivências similares. Tanto a série como o filme fazem parte do catálogo da Amazon Prime.

 

 

(Créditos: Arroba Nerd)

 

O enredo tem como centro o casal Will (Oscar Isaac) e Abby (Olivia Wilde), revelando desde quando se conheceram até o momento que estão casados. Após determinados acontecimentos (você terá que assistir para descobrir), a trama começa a ampliar, mostrando outros personagens e como eles estão, e ficarão conectados. O filme faz um jogo de metalinguagem quando Abby, super entusiasmada, conta para Will uma idéia que teve para sua tese de mestrado sobre o “narrador não confiável”, um termo muito usado na literatura, cinema e teatro, quando o narrador possui sua credibilidade prejudicada por estar envolvido com a própria história que está contando (Bentinho, em Dom Casmurro, é um perfeito exemplo de narrador não confiável). Abby explica que, a Vida em si seria a única narradora confiável, porém, como ela é cheia de reviravoltas e contrastes que impedem que nós, os personagens, saibamos o que surgirá no momento seguinte, a Vida em si é a definitiva narradora não confiável. Abby complementa a sua explicação sobre a sua tese dizendo: “Vai fazer mais sentido quando eu escrevê-la”. Aproveitando a metalinguagem, podemos lhe dizer que isso tudo vai fazer mais sentido quando você assistir o filme. 

 

O drama vivido pelas famílias envolvidas é o que constrói a base dessa produção. A trama exemplifica como alguns eventos, que às vezes duram apenas segundos, mudam completamente nossas vidas. Você já se deu conta de algum evento assim? Algo que mudou completamente o curso de sua existência?  Como você reagiu a isso? Durante a narrativa, nos são mostrados vários cenários de tragédias e como os personagens se comportaram diante das adversidades e suas consequências. Demonstra que é importante termos a noção de que nossas ações têm interferência em outras pessoas. Nossos atos afetam os que estão ao nosso redor, e que ao sabermos disso, passamos a ter responsabilidade também com o outro. Assim como a terceira lei de Newton que diz: “Para toda ação existe uma reação de mesmo valor e mesma direção”, o que emanamos se reproduz em outras vidas e retorna para nós, de alguma forma.

 

 

 

(Créditos: Cinema e Afins)

 

Para conseguirmos conquistar uma boa ação é necessário conhecimento, principalmente autoconhecimento. Precisamos arcar com a responsabilidade dos nossos atos. Às vezes não temos controle do que vai acontecer, mas a forma como nos comportaremos só depende de nós. É preciso parar de culpar os outros por algo não ser como gostaríamos. Parar de culpar os pais pelo que nos aconteceu quando éramos crianças, culpar a situação econômica do país, a situação política, o tempo, e assim por diante. É indispensável se libertar dessa confusão. É fundamental entender que a causa existe, não se pode negar, mas as atitudes podem ser diferentes através de uma nova percepção. É preciso tomar cuidado também para não ir para o outro extremo e ver a si mesmo como um vilão. Não podemos nos fazer de coitadinhos, achando que só possuímos atributos negativos, assim como não podemos nos achar mártires, pensando que a culpa é sempre dos outros.

 

 

 

(Créditos: Café com Filme)

 

 Para conseguir obter uma nova visão da realidade é bom olhar “para dentro”, trabalhar sobre si mesmo, procurar entender o motivo das emoções sentidas... Ter um centro. Quando estamos no nosso centro, não quer dizer que não iremos sofrer, quer dizer que conseguiremos, mesmo com as intempéries da vida, encontrar um ponto de equilíbrio para poder seguir em frente, conforme citado no filme.

Após identificarmos nosso centro, necessitamos de foco, atenção. Será que se soubéssemos identificar a importância dos momentos, daríamos a atenção que estamos dando agora? É importante estar presente e dar a devida importância a eles. Nunca sabemos se um momento será lembrado pelo resto de nossas vidas. No filme, podemos perceber a dor nas histórias contadas e na dificuldade em enxergar algo próspero à frente, mas a mensagem passada é que sempre há algo bom adiante. Nada é infindável, nem a tristeza nem alegria. A vida é assim, cheia de contrastes.

 

(Créditos: Café com Filme)

 

Estar consciente das leis que regem a Natureza nos ajuda a entender que não somos o centro do Universo, mas sim que fazemos parte dele. Nossa vida impacta outras vidas e vice-versa, assim como num imenso organismo, o que um órgão produz, impacta todos os outros. Talvez, pensar que existem várias vidas que interferem umas nas outras seja uma falha de interpretação. Quem sabe, o que realmente existe é uma única Vida que flui por todos nós, e assim, não seja possível falar em histórias individuais, mas sim na compreensão de que, na realidade, desde a origem do Cosmos, só existe uma grande história sendo contada, e o personagem é a Vida em si.

 

 

 

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