Cuidado com a Vaidade!

April 5, 2019

 

“O primeiro passo para viver com sabedoria é renunciar à vaidade” Epicteto. A vaidade é um dos defeitos mais perigosos do ser humano, tão difícil de ser vencida, que começar a combatê-la é a primeira etapa na busca da Sabedoria, e vencê-la é provavelmente a última. Normalmente, identificamos facilmente uma pessoa vaidosa, é aquela que está sempre valorizando seu corpo, sua beleza, ou seu trabalho, mostrando sempre tudo que conquistou, e enfatizando como fez bem o que tinha de ser feito.

 

Mas não se engane! A vaidade está presente em todos nós. O problema é que ela aparece de diversas formas, e quando encontra-se camuflada, é aí que mora o perigo. O escritor americano, Mark Twain, confirma essa ideia ao falar que “Não há graus de vaidade, apenas graus de habilidade em disfarçá-la”.  

 

E aí observamos o quão discreto e sorrateiro este defeito pode ser na tirinha abaixo. Nós nos achamos tão fortes que nada pode penetrar nossas armaduras, mas é só chegar alguém com um elogio que nos desmontamos, tornamos a armadura vulnerável. O problema não está no elogio, mas em depender do elogio para poder agir, ou mudar totalmente a postura por conta de uma opinião alheia. O problema é querer ser apreciado e reconhecido a qualquer preço! E se você acha que não passa por isso, seguem alguns exemplos práticos de como a vaidade atua discretamente no dia a dia.
 

 

 

Quando realizo alguma ação e me chateio porque ninguém soube que fui eu quem fiz, ou porque ninguém elogiou, é a vaidade falando. Quando faço questão que as pessoas saibam como sou experiente em determinado assunto, é a vaidade quem está cobrando. Quando me recuso a ouvir a opinião de alguém menos experiente do que eu, aí também está a vaidade. Essas são algumas das formas de expressão da vaidade intelectual, mas existe também a emocional, quando não conseguimos ouvir uma crítica, ou quando queremos que falem o quanto nossa falta foi sentida. E a física? Quando alguém comenta sobre nosso nariz, a barriguinha, ou os cabelos fora do lugar, é um grande “cutucão na ferida”.

 

A vaidade pode ser tão sutil que, imagine a situação em que você faz um trabalho voluntário, para ajudar alguém que precisa, mas depois disso, não recebe nenhum agradecimento ou elogio. Sem dúvida nenhuma, a bondade motivou a sua ação, mas o que será que lhe fez ficar chateado por não ser reconhecido? Provavelmente algum gérmen de vaidade que estava escondido por trás da boa ação. Então, a atenção com nossas reais motivações,nossos pensamentos e sentimentos é essencial para conhecermos bem esse monstrinho que mora dentro de nós. Só assim teremos a chance de dominá-lo e vencê-lo.

 

É importante reconhecermos essas inúmeras expressões da vaidade para podermos combatê-la. Temos que despertar o seu oposto, a Humildade. Saber reconhecer os próprios erros, estar sempre disposto a mudar, quando necessário e buscar fazer o que nos cabe aqui e agora, não por uma necessidade de reconhecimento, mas por um senso de dever. Se agirmos com essa intenção, abertos ao que a vida nos apresenta, sem “armaduras impenetráveis” e com a jóia da Humildade, estaremos dando o primeiro passo na busca da Sabedoria!

 

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