Com Quem Você Jantaria?

March 28, 2019

 

Se você pudesse escolher qualquer pessoa do mundo para jantar hoje, com quem você jantaria? Um artista dos cinemas, um cantor, um célebre escritor? São tantas opções que é difícil escolher só uma pessoa! Dentre todas essas opções, quase nunca alguém pensa em jantar com seus filhos, pais ou irmãos. Afinal de contas, porque os escolheríamos, podendo escolher qualquer pessoa do mundo? Essa é a sacada genial que o vídeo abaixo nos mostra: se podemos escolher qualquer pessoa, porque não escolhemos aquelas que mais amamos?

 

 

 

Este vídeo nos traz uma reflexão não só sobre o amor, mas também sobre a felicidade. Ficar pensando em quem escolheríamos do outro lado do mundo para jantar, ao invés de pensarmos em quem está ao nosso lado, mostra como tendemos sempre a buscar a felicidade no que está mais distante da nossa realidade. Desvalorizamos as pequenas alegrias do simples e rotineiro, e passamos para as fantasias de que “se eu ganhasse na loteria” ou “se minha vida tomasse rumo” seríamos mais felizes. O aqui e agora perdem seu valor, e vivemos o presente com o pensamento num futuro quase impossível. As consequências disso? Pessoas cada vez mais tristes, insatisfeitas com suas vidas, buscando preencher a rotina com mais e mais atividades para ver se encontram alegria em algo. Cada vez mais, aumentam os casos de jovens com depressão, com o sentimento de um vazio por dentro que não sabem como solucionar.

 

As crianças possuem uma virtude que nós perdemos na medida que crescemos: a capacidade de viver o momento presente como se fosse o único. Quando uma criança brinca com os seus bonecos, joga com os amigos, toma um banho de piscina, para ela não existe mais nada à sua volta, a não ser a sua brincadeira. Por vezes, vemos os pais brigando e pedindo que elas parem de brincar, porque senão ficam até sem comer, empolgadas em seus jogos, ou em mundos imaginários. Quando a criança brinca, ela fica de corpo e alma presente no momento, não existe o amanhã, não existe nada fora daquele contexto, apenas a felicidade. Nós, adultos, infelizmente fazemos o oposto. Sentamos com uma pessoa à nossa frente, mas ao invés de nos concentrarmos na conversa, colocamos o pensamento em outro ponto, longe, totalmente desinteressado no momento atual. Fazemos isso no trabalho, nos compromissos e até mesmo no lazer, pois ao invés de relaxar, a mente vem com a preocupação de que precisa descansar antes da semana recomeçar. Ou seja, ficamos sempre infelizes, pois nunca vivemos o momento atual plenamente, de forma que nos satisfaça, sempre ficamos presos numa sensação de “eu poderia estar fazendo outra coisa ao invés de estar aqui”. Somos regidos por uma frustração.

 

 

Nós não conseguimos ver a Felicidade por não vivermos o presente, e da mesma forma, fazemos com o Amor. Os nossos vínculos de coração, os laços sentimentais, se dão nesses momentos, no dia a dia, na convivência diária, por isso as crianças escolhem seus próprios pais para jantar, pois são seus pais que elas amam e que lhes trazem alegria, o que para elas é o mais importante, mesmo que seja no momento mais simples e rotineiro. E é isso que emociona os pais do vídeo: a pureza e a simplicidade das escolhas das crianças. Foi um grande choque de realidade, pois eles iam escolher alguém de longe, distante do seu cotidiano, associando isso à ideia de felicidade. Parece que, à medida que crescemos, vamos nos contaminando de desejos, vaidades, apegos, e ignoramos o que mais importa.

 

Que possamos ser limpos como as crianças, que enxergam o valor real de todos os momentos, e que não desejam mais nada, a não ser um jantar com aqueles que mais amam.

 

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