Nós Somos Verdadeiramente Honestos?


O que vem à mente quando você pensa em Honestidade? Surge logo em nossa cabeça uma série de afirmações morais e éticas como: NÃO furar fila, NÃO consumir produtos falsificados, NÃO sonegar impostos, entre tantas outras ações. Nos exemplos acima, veja que utilizamos um termo de negação, o “não”, para afirmar uma qualidade. Ou seja, torna-se comum afirmarmos que não somos desonestos como uma forma de dizer que somos honestos. É como se a desonestidade fosse mais comum, e sobressaísse à Honestidade.

Ser honesto, atualmente, tornou-se uma das qualidades mais raras e importantes. Como o filósofo Mário Sérgio Cortella afirma no podcast abaixo, “a honestidade virou elogio valorizado e valor competitivo”. Dessa forma, precisamos fazer uma inversão para voltarmos a origem. Tornar novamente a vivência da Honestidade como algo próprio e comum aos homens, tão natural, ao ponto de não mais precisar ser celebrada como uma exceção.

No entanto, falar em Honestidade e desonestidade não é algo novo. Muito pelo contrário, são temas debatidos há milênios, como podemos ver ao longo da História. Mas será que somos verdadeiramente honestos? Agora resgatamos o título deste texto para refletirmos sobre a Honestidade em nossas vidas. A Honestidade é uma virtude que podemos viver no dia a dia, com nós mesmos e com os outros. Ser honesto é ser fiel á nossa melhor parte, à nossa parte mais espiritual, que está ligada aos valores mais humanos, é seguir no caminho das virtudes. Viver uma Honestidade de fachada, apenas por medo de coerções externas, não tem muito valor para a essência do ser humano. Assim, ao invés de estarmos preocupados com a nossa imagem de Honestidade para a sociedade, deveríamos nos preocupar em sermos fiéis aos nossos princípios. No entanto, há uma enorme distância entre o que entendemos como "o certo" e a forma como vivemos. E isso é sem dúvida, o nosso maior desafio.

De forma mais prática, imaginemos que estamos diante de uma prova teórica sobre Honestidade, provavelmente acertaríamos a maior parte das questões. Mas, isso não significa que a vivenciamos verdadeiramente. Quantas vezes fomos honestos apenas pelo medo de sofrer críticas ou perder amizades? Nesse caso, nós vivenciamos apenas uma honestidade de fachada, que é motivada por fatores externos. Esta não é a verdadeira Virtude que deveria guiar nossas ações. Para conquistarmos isso, precisamos entender que aquilo que sabemos intelectualmente, deve estar coerente com a nossa forma de atuar no mundo.

Tradições milenares, que sobrevivem até hoje, nos ensinam que buscar entender profundamente a nós mesmos é o caminho para conseguirmos atingir a verdadeira Honestidade. Talvez por isso, pensar nesta virtude, também é pensar em uma longa caminhada humana, pois a nossa evolução é uma tarefa diária que requer paciência e dedicação. Dessa forma, seremos coerentes com o nosso “eu” e com os outros, vivendo a autêntica Honestidade.

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