The Stanley Parable

September 4, 2018

 

Misture os filmes “Mais estranho que a ficção” e “O show do Truman”, jogue uma reflexão sobre livre-arbítrio, e entenda a ideia geral do jogo The Stanley Parable.

 

Diferente de tudo que você já viu nas opções de games, Stanley Parable joga com sua capacidade de escolhas o tempo inteiro! Stanley é um funcionário de uma empresa que faz o mesmo serviço todos os dias. Certo dia, ele percebe que todos sumiram e vai em busca de respostas. A questão é que, como no filme “Mais estranho que a ficção”, todos os movimentos de Stanley são comentados pelo narrador do jogo, e a nossa tendência é seguir o que narrador nos fala. Mas podemos ignorar o narrador e seguir nosso próprio percurso. E, perspicazmente, quando você age diferente do que o narrador fala, ele adapta a fala para seu novo movimento para sempre ficar um passo à frente do que você vai fazer. É muito curioso pois a tendência do jogo é ver até onde vamos ouvir ou ignorar os comentários do narrador.

 

 

O caminho percorrido por Stanley nos remete a ideia do livre-arbítrio, a capacidade que o ser humano tem de escolher suas ações. Que ações eu tomaria se não tivesse ninguém olhando, ninguém ‘narrando’ todos os meus passos? Ou o contrário, como seriam minhas ações se o tempo todo eu estivesse sendo vigiado e narrado? Minha conduta mudaria ou eu seria sempre o mesmo? Se eu fizesse algo sem ninguém ver e de repente isso se tornasse público, eu me envergonharia?

 

 

Nossa vida é feita de escolhas, porém tendemos a mudar de escolhas dependendo de quem estamos acompanhados ou de como vão nos avaliar. O livre-arbítrio permite nos expressarmos como quisermos, pois, como seres humanos temos um vasto potencial, de ser o melhor de nós mesmos ou o pior de nós mesmos. Mas não deveríamos mudar nossas condutas por causa de quem viu ou não. Devemos ser fiéis a nós mesmos, nossos princípios, a quem queremos ser, e isso não deveria mudar tão facilmente. Afinal, temos 24h conosco um telespectador que avalia o tempo todas nossas condutas, a nossa consciência. 

 

Mafalda, personagem icônico de Quino, conhecia muito seu telespectador interno, como ilustra a tirinha abaixo:

 

 

Se temos uma lembrança constante desse inquilino interno, somos sempre observados por nós mesmos, pela nossa consciência, e não sofreremos com as possíveis diretrizes e comentários de um ‘narrador’ externo. Por mais que o narrador insista em percorrer o caminho que ele quer, não cederemos, pois teremos a certeza da escolha que fizemos, já que foi consultado anteriormente o nosso inquilino interior. Desse modo, o livre-arbítrio não se torna tão difícil, pois sempre faremos escolhas para o nosso melhor, que é o que nosso inquilino mais deseja, o nosso crescimento. 

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