Deodoro da Fonseca - O Proclamador da República


Todo ano de eleição presidencial o país vira um caos. Confusões políticas, comícios, manifestações, brigas entre partidos, calúnias, panfletos para todos os lados e até amizades sendo desfeitas. Toda essa confusão não começou do dia para a noite, mas é resultado de uma série de acontecimentos políticos, desde a proclamação da República em 1889. Nem mesmo a própria proclamação ocorreu de forma tranquila e gradual, e neste cenário, um nome que já era importante para a história do Brasil acabou ganhando ainda mais destaque: Manuel Deodoro da Fonseca.

Marechal Deodoro, como era mais conhecido, devotou sua vida quase que por completa ao Brasil, e é um exemplo de como a história pode ser mudada por causa de boatos. Quem o vê como o grande proclamador da República, não imagina que ele era, na verdade, amigo pessoal de Dom Pedro II e tinha fortes convicções monarquistas. Deodoro esteve presente em algumas das principais guerras armadas, entre elas a do Paraguai, onde inclusive permaneceu do início ao fim, mas, sem dúvida, sua maior batalha foi a presidência do Brasil.

Os republicanos não tinham a força que precisavam para conseguir depor a monarquia no país, seus ideais ainda não eram populares ou bem recebidos pela população, portanto precisavam de alguém com nome forte para ajudar a popularizar a ideia, e o Marechal Deodoro era o ideal. Porém, o mesmo se recusou a ir contra Dom Pedro II, pois eram amigos e, ele próprio, devia favores ao imperador. Deodoro também afirmava que o Brasil não estava preparado para a República.

Foi aí que a história do país mudou para sempre. Os militares e os republicanos, na tentativa de mudar a opinião do Marechal, criaram um boato, que dizia que Deodoro seria preso e seu gabinete desfeito, estando um inimigo pessoal dele já nomeado para sucedê-lo. Foi então que o Marechal, mesmo doente, saiu de sua casa e, junto com o Exército, aplicou um golpe, declarando uma República Provisória em 1889. Esta República só viria tornar-se permanente em 1993. Assim, o boato conseguiu concretizar os desejos dos adversários do imperador.

O governo de Deodoro da Fonseca durou até 1891, quando, devido a problemas políticos, a Marinha do Brasil, que permaneceu fiel à monarquia, ameaçou bombardear a cidade do Rio de Janeiro. Para não agravar ainda mais a situação, Deodoro assina sua renúncia, acabando assim o governo do primeiro presidente do Brasil. Tudo isso que foi dito acima, você pode ver de forma mais detalhada no vídeo abaixo:

Manuel Deodoro da Fonseca veio falecer em 1892. Sem filhos de sangue, seu herdeiro foi o Brasil, o país pelo o qual doou a maior parte de sua vida. Batalhou em diversas guerras e revoltas populares, foi ferido gravemente, lutou pela abolição da escravatura e, já com idade avançada, mesmo sendo ludibriado, não desistiu de lutar por um país melhor, onde a população pudesse ter uma maior qualidade de vida. Assim, acabou proclamando a República e doando seus últimos anos por esta nação. Enquanto presidente, chegou a cometer erros, é verdade, mas nunca deixou misturar os interesses próprios com os interesses da pátria. Hoje, analisando o cenário político nacional, chegamos a conclusão de que faltam mais "Deodoros da Fonseca". Políticos empenhados em resolver os problemas do país em primeiro lugar, e não em vencer um jogo de interesses particulares, onde a sociedade apenas assiste sofrendo esquecida.

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